Terceira opção, começo difícil e titularidade: Polli repassa trajetória e vibra: 'Sequência'
Goleiro tem 49% de aproveitamento com a camisa rubro-negra (Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife)
Goleiro rubro-negro avaliou os 20 meses no clube, comemorando a fase atual
São um ano e oito meses no Sport onde Luan Polli viveu praticamente de tudo. Mas em meio ao rebaixamento, reveses, conquistas e acesso, o goleiro, que chegou desconhecido do futebol de Malta, evoluiu muito. E trabalhou demais, também, como diz. Contratado para apenas compor o elenco de um frágil time da Série A de 2018 tornou-se neste início de ano o dono da meta rubro-negra.
Para isso, superou a concorrência do prata da casa Mailson - que ostenta boas exibições nos últimos dois anos do Sport e apenas sete derrotas em 50 jogos com a camisa leonina -, com quem se revezou no rodízio que vinha sendo feito pelo então técnico Guto Ferreira, mas que acabou com Polli sendo o escolhido após a chegada de Daniel Paulista.
Diante desse cenário, como não poderia deixar de ser, o goleiro vibra com o momento atual. Mas, pontue-se, nem tudo foram flores, segundo ele. Em meio a esta comemoração, o goleiro repassou a trajetória com a camisa do Leão, relembrando o início difícil na Ilha do Retiro.
COMEÇO
Polli foi contratado para ser a terceira opção do Leão, atrás de Magrão (titular) e Mailson (reserva), com contrato curto, de 10 meses, após defender o Naxxar Lions. “Cheguei para suprir uma ausência que foi na época Agenor. Diante da dificuldade o clube precisava de um goleiro mais barato e não podia gastar. Cheguei para suprir essa ausência e fui fazendo meu trabalho como sempre fiz. Como terceiro ou quarto goleiro tenho que dar o meu máximo nos treinamentos, jogos ou amistosos”, iniciou.
CHANCES
O goleiro, no entanto, demoraria quase um ano a estrear. Em julho de 2019, fez dois jogos amistosos diante do CSA, falhando no duelo em Maceió e criando desconfiança da torcida. Voltaria a ter oportunidade somente em outubro, após lesão que tirara Mailson da temporada, na reta final da Série B - ocasião em que revelou ter estabelecido um objetivo. “Ano passado eu tinha uma meta de, nos nove jogos (restantes), sofrer no máximo quatro gols. E sofri três”, comemorou.
VOTO DE CONFIANÇA
As boas exibições fizeram com que a disputa pela meta leonina fosse aberta, com um rodízio entre os goleiros. Além disso, Polli teve o contrato ampliado com o Leão, até o fim de 2021 e com renovação automática para 2022. ”Fui pegando cancha nos trabalhos, me qualifiquei cada dia mais, melhorei a forma física, ganhei confiança dos treinadores. E consequentemente o trabalho aparece”.
TITULARIDADE
Desde que Daniel Paulista chegou e instituiu o fim da alternância entre os goleiros, Polli foi o escolhido pelo novo treinador. Quase dois anos depois de chegar ao Recife desconhecido, aquém fisicamente e para ser a terceira opção, virou o dono da posição. “É um momento que todo mundo espera, todo mundo quer. No trabalho, o dia-a-dia, converso muito com Júnior (Matos, preparador), que é um dos responsáveis por a gente não tomar muitos gols. As coisas estão acontecendo, quero dar continuidade e muitas alegrias ao torcedor”, finalizou.
NÚMEROS DE LUAN POLLI NO SPORT
- Jogos: 19
- Gols sofridos: 13
- Aproveitamento: 49% - 7 vitórias, 8 empates e 4 derrotas em 19 partidas

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