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sábado, 26 de setembro de 2026

ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

Lewandowski combinou vinho na casa de Vorcaro quando era ministro de Lula

Lula cochichando com Ricardo Lewandowski - Foto: redes sociais.

Seu escritório de advocacia faturou ao menos R$2,3 milhões de Vorcaro


Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal mostram que o então ministro da Justiça de Lula (PT), Ricardo Lewandowski, mantinha contato frequente com o ex-banqueiro do Banco Master no período em que ocupava o cargo.

O diálogo mais revelador ocorreu em 19 de novembro de 2024. Vorcaro procurou Lewandowski para marcar um encontro rápido em Brasília ou São Paulo. Depois de alinhar agendas — Lewandowski tinha almoço na sexta e jantar no Itamaraty no sábado por causa do G20 —, o empresário sugeriu:

“Se for conveniente pra você, tomamos um vinho na minha casa e colocamos a conversa em dia.”

O encontro foi marcado para 19h30 na mansão de Vorcaro no Lago Sul, em Brasília. O então ministro confirmou disponibilidade para o mesmo dia.

As informações foram originalmente publicadas pelo jornal O Globo.

Relação anterior com o Banco Master

Antes de assumir o ministério, em janeiro de 2024, Lewandowski havia retomado a advocacia após deixar o STF, em abril de 2023. Seu escritório prestou consultoria “institucional” ao Banco Master. A declaração do próprio banco aponta pagamento de R$2,3 milhões ao escritório.

Após a nomeação para o governo, o vínculo foi transferido para o filho Enrique Lewandowski, que passou a atuar nas áreas fiscal e tributária. Relatos posteriores indicam que o contrato de R$250 mil mensais se manteve por 22 meses, enquanto o pai já estava no ministério.

Em nota divulgada em ocasiões anteriores, Lewandowski afirmou ter se desligado do escritório e suspenso o registro na OAB ao assumir o cargo, conforme a legislação.

O episódio se insere no conjunto de revelações sobre a proximidade de Vorcaro com autoridades dos Três Poderes, incluindo encontros sociais, contratos de consultoria e eventos pagos pelo banco, agora sob investigação da PF e do STF.

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