O ARRUDÃO VAI FERVER!

| MAURÍCIO JÚNIOR A história de um estádio de futebol é repleta de alegrias e tristezas. Quem não lembra daquela vitória inesquecível do seu time? Da derrota que não se apagará jamais da cabeça? Do título conquistado após anos de espera? São recordações de todos os tipos e gostos. No Arruda não é diferente. Testemunha das diversas fases do Santa Cruz em seus 97 anos de vida, o Mundão vai ferver mais uma vez, neste domingo, quando o Santa Cruz enfrentar o Tupi/MG pelo segundo e último jogo das finais do Campeonato Brasileiro da Série D. Nesta reportagem, vamos nos ater apenas aos momentos positivos do Arruda. Abrindo o baú tricolor, separamos dois importantes jogos que relembram o peso e a importância do estádio coral na hora da decisão. O primeiro foi realizado no dia 9 de dezembro de 1999, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Era a penúltima rodada da fase final. Depois de já ter perdido dois jogos para o Bahia, na mesma competição, eis que, diante da multidão, o time coral surpreendeu. Deu o troco, venceu os baianos por 2x1 e ficou a um empate da classificação à Série A, o que aconteceu na rodada seguinte, contra o Goiás, no Serra Dourada. A presença da torcida foi determinante para a vitória. Após a partida, todos os jogadores, além do treinador Nereu Pinheiro, enalteceram o apoio do torcedor. Seis anos depois, foi a vez da Portuguesa/SP experimentar a força do Arruda. Com 65 mil torcedores presentes, o Santa Cruz venceu de virada o time paulista e carimbou o seu retorno à Primeira Divisão. Mais uma vez, o público presente ao Mundão coloriu toda a extensão do estádio. Alegria como aquela só pôde ser vista este ano. Na final do Campeonato Pernambucano, contra o Sport, 62 mil pessoas fizeram a festa. “É o que todo jogador de futebol deseja: atuar com o apoio de milhares de torcedores”, comentou o atacante Fernando Gaúcho, que ainda não marcou gol no Arruda. Não tem como o time adversário não tremer ao entrar em campo. “Da mesma forma que vamos encontrar dificuldades e pressão da torcida pela vitória, eles também vão sentir o peso de 70 mil pessoas gritando e empurrando o nosso time”, avisou o treinador Zé Teodoro. Este ano, no Arruda, o retrospecto do Santa Cruz foi positivo e, ao mesmo tempo, negativo. Apesar de estar invicto atuando em seus domínios - em sete jogos pela Série D, conquistou cinco vitórias e dois empates -, o Mais Querido ainda não conseguiu vencer por um placar acima de dois gols de diferença. Em compensação, sempre que precisou de um resultado no Arruda, o time coral o conseguiu. Para garantir o acesso à Série C, este ano, precisava segurar o empate contra o Treze/PB e conseguiu: o jogo terminou 0x0 e o Mundão explodiu de alegria. A torcida de todo tricolor é que os deuses que rondam o Arruda conspirem a favor do Santa Cruz e empurrem o time coral a conquistar o primeiro título nacional da história do clube. Após esta partida diante do Tupi/MG, o Gigante José do Rego Maciel ficará adormecido por algumas semanas. Na primeira rodada do Campeonato Pernambucano 2012, dia 15 de janeiro, ele estará de volta e pronto para fazer valer a sua força e ajudar o time coral em mais uma temporada. RECORDE Independente da quantidade de público neste domingo, no Arruda, o Santa Cruz já pode comemorar: nenhum clube das quatro divisões do futebol brasileiro teve uma média de público superior à do time pernambucano neste ano. Por jogo, mais de 35 mil torcedores compareceram ao Arruda. “Sem dúvida, aprendi a gostar dessa torcida. Um dos motivos que me faz ficar aqui é a paixão dessa torcida”, finalizou o treinador Zé Teodoro, que deverá mesmo renovar o seu contrato com o Tricolor por mais um ano. |
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