O lado bom do tropeço
Se sofreu primeira derrota na Copa do Mundo do Japão, Brasil conseguiu um ponto. Com isso, se mantém entre os três que vão a Londres 2012
Estado de Minas
| Savani levou a melhor sobre o bloqueio triplo de Marlon, Sidão e Gustavo, dando a vitória aos italianos em mais um clássico |
Dos males, o menor. O Brasil perdeu a invencibilidade na Copa do Mundo Masculina de Vôlei, disputada no Japão, válida como primeira classificatória para os Jogos Olímpicos de Londres’2012, distribuindo três vagas. Caiu diante da Itália, 3 a 2 (25/16, 20/25, 18/25, 25/21 e 22/20), mas, apesar da derrota, somou um ponto, o que pode fazer a diferença no final. O Brasil volta à quadra amanhã, às 4h (Globo e Sportv), contra a Rússia, líder da competição, quando uma vitória poderá significar a recuperação dos pontos perdidos contra a Itália e levá-lo do terceiro lugar ao segundo, ou até mesmo novamente à liderança.
Como sempre, Brasil e Itália, que é um dos maiores clássicos mundiais, fizeram um jogo tenso, cheio de provocações, principalmente porque foi a primeira vez que se encontraram depois das semifinais do Mundial do ano passado, no “país da bota”, quando a equipe comandada por Bernardinho eliminou os italianos, num episódio que gerou revolta pois o time verde e amarelo foi acusado de perder uma partida propositalmente, para pegar um caminho mais fácil até a final, trajetória que incluía os donos da casa, que acabaram perdendo a chance do título.
Na época, Bernardinho e o capitão Giba sustentaram que o regulamento tinha sido feito pelos italianos, organizadores da competição. Giba lembra também que o Brasil não contou com vários jogadores, inclusive os dois levantadores, Bruno e Marlon, na derrota para a Bulgária, por 3 a 0, o que no entender dos donos da casa na ocasião foi proposital, para escolher o caminho.
No jogo de ontem, o meio de rede Sidão foi o maior pontuador do time brasileiro, com 17 pontos, enquanto o oposto italiano, Lasko, fez 27. O oposto Leandro Vissotto e o ponteiro Giba também se destacaram, com 16 e 14 pontos, respectivamente.
Para Sidão, o saque foi o que decidiu a partida. “Vôlei é isso. Nós deixamos de sacar um pouco e eles sacaram muito bem. Acredito que tenha sido nesses momentos de altos e baixos que eles conseguiram fechar a partida. O campeonato é longo. Agora, é bola para frente. Ainda temos Rússia e vários outros times difíceis e vamos fazer de tudo para conseguir essa classificação.”
Bernardinho também reclamou do saque brasileiro. “O nosso saque foi menos eficiente em relação aos outros dois jogos e isso prejudicou o trabalho do bloqueio. Além disso, não conseguimos controlar o oposto deles, que fez 27 pontos. Para o jogo contra a Rússia, o saque tem de funcionar.”
Surpresas Foram três rodadas apenas, mas a Copa do Mundo do Japão já entrou para a história como a de resultados mais surpreendentes da história. A Argentina, por exemplo, venceu a Sérvia (3 a 0), atual campeã europeia, e o Japão (3 a 2), o campeão asiático. A Polônia, quarta colocada na Europa, ganhou de Cuba (3 a 0), Sérvia (3 a 1) e Argentina (3 a 1) e divide a liderança com a Rússia.
Ontem, os dois resultados mais surpreendentes. O Irã ganhou da Sérvia (3 a 2) e o Egito bateu a China (3 a 0). Nisso tudo, é preciso lembrar um alerta feito por Bernardinho, quando esteve em BH, em maio, durante a Liga Mundial. “A Polônia tem um potencial muito grande. Será um dos adversários mais difíceis, não só na Liga, mas daqui por diante. Eles têm tradição no vôlei.”
Outro detalhe chama a atenção: o vôlei está mudando. Antes, não aconteciam zebras. Em 1989 começaram a ser feitos estudos para mudar as regras do jogo. Primeiro, tentaram os jogos com sets em tempos limitados em 20 minutos. BH sediou essa experiência, que acabou rejeitada, mas pôs fim ao que se chamada de vantagem – para se marcar um ponto, era preciso tomar o saque e a partir desse, colocar a bola na quadra novamente. À época, os dirigentes da Federação Internacional (FIVB) calculavam que o equilíbrio viria em 40 anos, ou com muito otimismo, em 30. Mas o cenário já se verifica passados 22 anos.
Fórmula de disputa
Todas as 12 seleções jogam entre si, em turno único. As três primeiras colocadas garantem vaga para os Jogos Olímpicos de Londres’2012
Regulamento
Os placares de 3 a 0 e 3 a 1 garantem três pontos ao vencedor. O perdedor não soma pontos. Nas partidas definidas por 3 a 2, a seleção ganhadora soma dois pontos, enquanto a derrotada um
Como sempre, Brasil e Itália, que é um dos maiores clássicos mundiais, fizeram um jogo tenso, cheio de provocações, principalmente porque foi a primeira vez que se encontraram depois das semifinais do Mundial do ano passado, no “país da bota”, quando a equipe comandada por Bernardinho eliminou os italianos, num episódio que gerou revolta pois o time verde e amarelo foi acusado de perder uma partida propositalmente, para pegar um caminho mais fácil até a final, trajetória que incluía os donos da casa, que acabaram perdendo a chance do título.
Na época, Bernardinho e o capitão Giba sustentaram que o regulamento tinha sido feito pelos italianos, organizadores da competição. Giba lembra também que o Brasil não contou com vários jogadores, inclusive os dois levantadores, Bruno e Marlon, na derrota para a Bulgária, por 3 a 0, o que no entender dos donos da casa na ocasião foi proposital, para escolher o caminho.
No jogo de ontem, o meio de rede Sidão foi o maior pontuador do time brasileiro, com 17 pontos, enquanto o oposto italiano, Lasko, fez 27. O oposto Leandro Vissotto e o ponteiro Giba também se destacaram, com 16 e 14 pontos, respectivamente.
Para Sidão, o saque foi o que decidiu a partida. “Vôlei é isso. Nós deixamos de sacar um pouco e eles sacaram muito bem. Acredito que tenha sido nesses momentos de altos e baixos que eles conseguiram fechar a partida. O campeonato é longo. Agora, é bola para frente. Ainda temos Rússia e vários outros times difíceis e vamos fazer de tudo para conseguir essa classificação.”
Bernardinho também reclamou do saque brasileiro. “O nosso saque foi menos eficiente em relação aos outros dois jogos e isso prejudicou o trabalho do bloqueio. Além disso, não conseguimos controlar o oposto deles, que fez 27 pontos. Para o jogo contra a Rússia, o saque tem de funcionar.”
Surpresas Foram três rodadas apenas, mas a Copa do Mundo do Japão já entrou para a história como a de resultados mais surpreendentes da história. A Argentina, por exemplo, venceu a Sérvia (3 a 0), atual campeã europeia, e o Japão (3 a 2), o campeão asiático. A Polônia, quarta colocada na Europa, ganhou de Cuba (3 a 0), Sérvia (3 a 1) e Argentina (3 a 1) e divide a liderança com a Rússia.
Ontem, os dois resultados mais surpreendentes. O Irã ganhou da Sérvia (3 a 2) e o Egito bateu a China (3 a 0). Nisso tudo, é preciso lembrar um alerta feito por Bernardinho, quando esteve em BH, em maio, durante a Liga Mundial. “A Polônia tem um potencial muito grande. Será um dos adversários mais difíceis, não só na Liga, mas daqui por diante. Eles têm tradição no vôlei.”
Outro detalhe chama a atenção: o vôlei está mudando. Antes, não aconteciam zebras. Em 1989 começaram a ser feitos estudos para mudar as regras do jogo. Primeiro, tentaram os jogos com sets em tempos limitados em 20 minutos. BH sediou essa experiência, que acabou rejeitada, mas pôs fim ao que se chamada de vantagem – para se marcar um ponto, era preciso tomar o saque e a partir desse, colocar a bola na quadra novamente. À época, os dirigentes da Federação Internacional (FIVB) calculavam que o equilíbrio viria em 40 anos, ou com muito otimismo, em 30. Mas o cenário já se verifica passados 22 anos.
Fórmula de disputa
Todas as 12 seleções jogam entre si, em turno único. As três primeiras colocadas garantem vaga para os Jogos Olímpicos de Londres’2012
Regulamento
Os placares de 3 a 0 e 3 a 1 garantem três pontos ao vencedor. O perdedor não soma pontos. Nas partidas definidas por 3 a 2, a seleção ganhadora soma dois pontos, enquanto a derrotada um
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