‘Barça’ da Oceania, Auckland
tenta surpreender logo na estreia
Com atletas amadores, que dividem o tempo entre o futebol e outro emprego, time neozelandês pode cruzar o caminho do Santos na semifinal
Possível adversário do Santos na semifinal doMundial de Clubes da Fifa, o Auckland City chega ao torneio que reúne os campeões continentais dos quatro cantos do planeta com duas credenciais: o posto de melhor clube da década na Oceania (entre 2001 e 2010, segundo a IFFHS) e o fato de ser o único time amador na competição. Com jogadores que têm outras obrigações profissionais além do futebol e dono de uma estrutura que deixa a desejar até se comparada a miúdas equipes brasileiras, o Auckland pode, ao menos, causar inveja a inúmeros gigantes do nosso futebol e se dizer igual ao todo poderoso Barcelona em uma coisa. Assim como os catalães, eles participaram das edições de 2006, 2009 e estarão, neste ano, pela terceira vez no Mundial desde que o torneio assumiu esse atual formato.
É bem verdade que as comparações com o Barça param por aí, e os objetivos são distintos. Enquanto Santos e Barcelona miram o título, o troféu do Auckland no torneio será não voltar para casa precocemente, e comissão técnica e jogadores preferem jogar todo o foco na partida de estreia, contra o Kashiwa Reysol, atual campeão japonês, nesta quinta-feira. Até mesmo repetir a campanha de 2009, quando o time neozelandês venceu dois jogos - contra o Al Ahli, dos Emirados Árabes, e o carrasco colorado Mazembe - e terminou na quinta colocação, parece ser uma meta complicada para a equipe comandada pelo espanhol Ramon Tribulietx. Para a imprensa local, esse bom histórico é um ponto positivo para a equipe no torneio. Temos que ser realistas e estar com os pés no chão.
O nosso pensamento é no primeiro jogo, porque se perdemos já voltamos para casa. Temos que focar na estreia e depois ver o que pode acontecer - diz o técnico de origem catalã, que, após trabalhar em clubes da segunda divisão espanhola, desembarcou em Auckland em 2008 para ser o assistente técnico do principal clube da cidade e assumiu o posto de treinador principal nesta temporada.
O futebol na terra do rugby
Tribulietx sabe que o time não pode dar um passo maior que as pernas. Grande maioria do elenco não tem o futebol como única forma de sustento e precisa de outra profissão para ganhar a vida, incluindo a grande estrela da equipe, o zagueiro Ivan Vicelich, que dá aulas de futebol. Sem entrar em detalhes de números, os jogadores dizem que recebem salário do clube, mas encaram o futebol como uma espécie de hobbie.
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