Alexandre Gallo e a dura missão de mudar um time em apenas três dias
| Gallo observa jogo no dia em que deu um nó tático no Sport, no PE2010 |
Treinador tem que repaginar defesa, meio-campo e ataque com as peças que já tem
Diario de Pernambuco
Ao aceitar o compromisso de assumir o comando do Náutico, Alexandre Gallo chamou para si uma das missões mais difíceis da carreira. Em três dias, ele tem que dar a primeira repaginada na equipe. Precisa, com urgência, consertar falhas na defesa, nas laterais, no meio e no ataque com as peças que possui em mãos. Além disso, ainda fará a função de psicólogo para levantar a autoestima do grupo e resgatar o espírito brigador dos atletas dentro de campo. Tarefa espinhosa.
Após o começo promissor no Estadual, o Timbu amargou uma vertiginosa queda técnica. Muitas vezes utilizadas como desculpa, as lesões de Cascata e Rogério serviram para expor muito mais a carência do time. Os dois jogadores não eram uninamidade, mas, quando saíram de cena, deixaram uma dor de cabeça incontrolável. O ataque do Náutico não foi mais o mesmo. As peças de reposição ainda não renderam. Rodrigo Tiuí já mostrou qualidade em outros clubes, mas ainda não engrenou. Léo Santos é outra peça que não apresentou futebol do nível Série A.
Recuando para o meio-campo, excetuando os volantes, novas falhas. Eduardo Ramos segue com o retrospecto de não conseguir produzir em jogos decisivos. Fica claro que ele precisa de um companheiro para dividir a criação. Jogando como terceiro homem de meio-campo, talvez, ele possa fazer valer o investimento da diretoria para mantê-lo. Nas últimas duas rodadas, o meia Ramón apareceu como grata surpresa para cumprir esse papel e ainda acrescentou qualidade nas bolas paradas. No entanto, tem muito a evoluir e ainda precisca apagar a imagem manchada fora de campo.
Por fim, a defesa é o setor mais preocupante. A dupla Ronaldo Alves e Marlon, um "achado" de Waldemar Lemos para conquistar o acesso à Série A, não manteve o mesmo nível do ano passado. Marlon, apesar de ter assumido a braçadeira de capitão, tem sido alvo de questionamento após falhas cruciais, como foi a do primeiro gol diante do Fortaleza, nesta quarta-feira. Nas laterais também existem problemas. Dos mais complicados. Marquinho e Jefferson, trazidos para integrar os 11 titulares, não rendem o esperado. As opções do banco e as improvisações também não modificaram o panorama.
Diante desse cenário de dificuldade tática e técnica, Alexandre Gallo ainda precisa retomar o espírito brigador da equipe. Aquela marcação incessante que virou uma das maiores marcas do time do acesso. Os próprios jogadores já admitiram que esse quesito tem faltado nesta temporada.
Saída
O treinador, no entanto, já guarda no currículo uma surpresa pregada em cima do próprio Sport, com a diferença de que ele já conhecia o elenco de perto. Era 2 de maio de 2010 quando o Timbu entrou campo para enfrentar o Leão da Ilha pela final do Estadual. O Náutico estava armado com quatro atacantes: Geílson, Carlinhos Bala, Bruno Meneghel e Rodrigo Dantas. Na prática, Bala vinha do meio-campo para abaster os homens de frente. Deu certo. Foram três gols rápidos, que deixaram o Sport estarrecido. No final, contudo, o Rubro-negro mostrou oportunismo e arrancou dois gols diminuindo a vantagem no placar após atletas alvirrubros terem recuado.
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