segunda-feira, 16 de abril de 2012

SPORT - CONTINUA DIVIDINDO OPINIÕES

Mazola refuta críticas: 'Será que o problema é mesmo o técnico?'
Mazola, técnico do Sport (Foto: Divulgação / Sport)Mazola observa comandados: 'Cheguei a 35 jogos
no Sport. Quem mais?' (Foto: Divulgação / Sport)
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Treinador do Sport comenta momento vivido à frente do clube. Apesar da boa campanha no estadual, ele não agrada à torcida


Criticado pela torcida após a eliminação na Copa do Brasil, o técnico Mazola Júnior começou a semana de maneira tranquila após ter vencido mais um clássico contra o Santa Cruz. A vitória do Sport por 2 a 1 na Ilha do Retiro no último domingo deu uma sobrevida ao treinador à frente do Leão.
- É uma situação normal do futebol brasileiro (as críticas). Se o presidente Gustavo Dubeux tivesse que me tirar, tinha todo direito a isso. Só acho que ninguém entendeu que a eliminação de quarta-feira foi uma coisa incomum, um acidente. Os números mostram isso - disse Mazola sobre a derrota por 4 a 1 para o Paysandu na segunda fase da Copa do Brasil.
Os números são paradoxais em relação à pressão sofrida pelo treinador. No Campeonato Pernambucano 2012, o Sport ganhou 15 jogos, empatou cinco e perdeu apenas duas partidas.

- Estamos em formação, numa metodologia de trabalho, as pessoas precisam ter paciência. Acho que a imprensa e a torcida devem se questionar na cobrança que realizam. Depois da saída de Nelsinho Baptista para o Kashiwa Reysol, em 2009, dez treinadores e 75 jogadores passaram pelo Sport. Será que realmente o problema é o técnico? - questionou Mazola.

Mazola Júnior chegou ao Sport depois de tentativas frustradas do clube com treinadores mais experientes. Em 20011, ele foi o responsável por subir o time para a Série A.
- Me contestam que eu não tenho experiência, que ainda estou aprendendo, que não aguentarei o tranco, mas outros treinadores rodados, com títulos, não conseguiram ficar 35 partidas na frente do grupo. Eu fui o único, depois de Nelsinho, a chegar a esta marca. Subi o time para a Primeira Divisão, terminamos na liderança do Pernambucano. Sou praticamente um prata da casa do Sport, as pessoas pediram renovação e aqui estou - frisou.

A inconstância dos contratos futebolísticos no Brasil é um dos reflexos dos problemas apontados por Mazola Júnior. Casos como o do escocês Alex Ferguson (Manchester United) e do francês Arsene Wenger (Arsenal), que estão há anos nas mesmas equipes, são impossíveis de acontecer na realidade brasileira.
- Lá é uma outra cultura, não há como comparar. Infelizmente nós misturamos o futebol bastante com a emoção. Muitos dos diretores brasileiros não são verdadeiros profissionais. Aqui querem primeiro os resultados e depois a filosofia de trabalho. Como pode? Temos que ter uma preparação primeiro e alguns percalços surgem até o fortalecimento da equipe. Só que aí voltamos ao assunto sobre a falta de paciência e análise crítica.
Com uma semana para preparar a equipe visando o próximo confronto, o primeiro jogo da semifinal com o Náutico, Mazola acredita que o Sport vai estar bem melhor do que nas últimas semanas.
- Teremos uma semana para arrumar e evoluir. Não era o que queríamos porque planejávamos estar disputando a Copa do Brasil na quarta-feira. Mas, dentro da nova realidade, estaremos muito forte para a segunda fase - finalizou.

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