Náutico apresenta lateral e atacante que marcou apenas quatro gols na carreira
Após serem dispensados pelo Criciúma em uma passagem rápida, jovens jogadores buscam engrenar a carreira no Timbu
Diario de Pernambuco
Mais duas peças do Náutico foram apresentadas para o Campeonato Brasileiro da Série A. Ao contrário dos últimos reforços, duas promessas: João Paulo e Romero. Jovens jogadores que correm em busca do recomeço na carreira. Os dois não tiveram sucesso no Criciúma e acabaram liberados pelo clube. Com contrato até o final do ano, querem se reeguer. Atletas desconhecidos dos pernambucanos, os dois jogadores esmiuçaram as suas carreiras. O detalhe é que o argentino se definiu com um atacante que marcou apenas quatro gols na carreia.
Romero vive jejum desde 2008. Foi nesse ano em que o jogador marcou quatro gols com a camisa do Argentino Junior, clube que o revelou. A justificativa por não balançar tanto as redes pode se encontrar na caracaterística do jogador. Ele se definiu com um atacante que gosta de atuar pelas pontas. Portanto, tem mais a função de servir do que ser artilheiro. "Não tenho medo.Vou para frente", disse o jogador de 22 anos, que não consegue falar português ainda e se enrolou algumas vezes na entevista coletiva.
Já o discurso do lateral esquerdo deixou transparacer o recentimento com o antigo clube. João Paulo conseguiu dois acessos consecutivos à Série A. Em 2010, obteve sucesso no Figueirense. No ano passado, pela Ponte Preta. Após não chegar em um acordo salarial com a Macaca, o atleta, então, acabou rumando para o Criciúma onde amargou uma má fase. "No Criciúma, houve mudança de gestão. Eles acabaram mudando a diretoria, a comissão técnica e alguns jogadores acabaram dispensados. Mas há mudanças que vem para o bem. Hoje, estou no Náutico e vou disputar a Série A em um time de maior expressão que é o Náutico com todo respeito ao Criciúma", alfinetou.
João Paulo começou a carreira no CFZ, ainda na categoria infantil. Depois, foi levado ao Fluminense. No Tricolor das Laranjeiras, subiu ao time profissional, mas teve as chances minimizadas pela política de contratações do clube que aposta em jogadores mais rodados. "Eu jogava muito como ala, mas o Parreira (Carlos Alberto Parreira, campeão mundial em 1994) me ajudou muito a fazer mais a função de lateral", disse.
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