Zé Teodoro eterno
Bicampeonato estadual escreve de vez o nome do treinador na história do Santa Cruz
Diario de Pernambuco
No futuro, quando um torcedor do Santa Cruz decidir pesquisar e reler os jornais de 2012, certamente ele não irá entender muito bem os motivos de um dia o técnico Zé Teodoro ter sido vaiado no Arruda. Afinal, a história que o treinador vem escrevendo em vermelho, branco e preto é irrepreensível quanto aos resultados. O bicampeonato, fato que o clube não conseguia há 25 anos, só veio abrilhantar ainda mais a passagem pelo Santa Cruz. Um título conquistado com mais uma aula de estratégia e ousadia.
Zé surpreendeu a todos quando o trivial era esperado dele. Jogou o Santa Cruz para cima do rival, justamente na “jaula do Leão”. Não estava preocupado com as vaias. Estava preocupado em ganhar. Arriscou confiante nos seus atletas, no sentimento de grupo, na sua comissão técnica. Acertou na estratégia até quando guardou o seu principal meia de criação na reserva. Foi preciso também nas substituições, que pareciam decididas antes mesmo de a bola rolar.
Por tudo isso, será difícil até para quem vive o presente tricolor explicar a razão das críticas. Até porque nas páginas manchadas pelo tempo, vai constar que o treinador chegou no final de 2010 depois de o Santa Cruz ter sido eliminado da Série D, a última divisão nacional, pelo segundo ano consecutivo. Um clube fadado à falência. Sem gerência, nem qualquer base para o Estadual do ano seguinte.
Aceitou o desafio de reerguer o clube. Conseguiu. Ao seu modo, montou um “time de guerreiros”. Sem espaço para medalhões, vaidades, ou mesmo idolatria. Era o grupo pelo grupo. Os 11 pelos 11. Marcando e atacando. Mais marcando, é verdade. De qualquer forma, deu certo. Sem inventar. Fórmula simples. Acabou 2011 “endeusado”.
Depois de muito vai e vem, acabou permanecendo no Arruda. Deixou a torcida feliz e esperançosa na continuidade do trabalho vitorioso do ano anterior. Que não serviu para poupá-lo das críticas. De maneira impensável em outrora, por vezes e em coro, foi chamado de “burro” pela torcida por mais de uma vez. De fato, inventou muito. Demorou para conseguir dar um padrão ao time. Mas conseguiu.
Teimoso em convicções que só ele entende, Zé peitou a torcida. Garantiu que o time iria dar a volta por cima. “Vamos chegar”, garantia. Arrumou a casa e chegou mesmo. Mudou a história do Mais Querido. E se daqui a 15, 20 anos o Santa Cruz estiver em grande fase, conquistando inéditos títulos nacionais, certamente, haverá alguém para lembrar que tudo começou com o erguimento do clube junto a chegada de Zé Teodoro. Assim como, certamente, será difícil alguém voltar a vaiá-lo no Arruda.
Zé surpreendeu a todos quando o trivial era esperado dele. Jogou o Santa Cruz para cima do rival, justamente na “jaula do Leão”. Não estava preocupado com as vaias. Estava preocupado em ganhar. Arriscou confiante nos seus atletas, no sentimento de grupo, na sua comissão técnica. Acertou na estratégia até quando guardou o seu principal meia de criação na reserva. Foi preciso também nas substituições, que pareciam decididas antes mesmo de a bola rolar.
Por tudo isso, será difícil até para quem vive o presente tricolor explicar a razão das críticas. Até porque nas páginas manchadas pelo tempo, vai constar que o treinador chegou no final de 2010 depois de o Santa Cruz ter sido eliminado da Série D, a última divisão nacional, pelo segundo ano consecutivo. Um clube fadado à falência. Sem gerência, nem qualquer base para o Estadual do ano seguinte.
Aceitou o desafio de reerguer o clube. Conseguiu. Ao seu modo, montou um “time de guerreiros”. Sem espaço para medalhões, vaidades, ou mesmo idolatria. Era o grupo pelo grupo. Os 11 pelos 11. Marcando e atacando. Mais marcando, é verdade. De qualquer forma, deu certo. Sem inventar. Fórmula simples. Acabou 2011 “endeusado”.
Depois de muito vai e vem, acabou permanecendo no Arruda. Deixou a torcida feliz e esperançosa na continuidade do trabalho vitorioso do ano anterior. Que não serviu para poupá-lo das críticas. De maneira impensável em outrora, por vezes e em coro, foi chamado de “burro” pela torcida por mais de uma vez. De fato, inventou muito. Demorou para conseguir dar um padrão ao time. Mas conseguiu.
Teimoso em convicções que só ele entende, Zé peitou a torcida. Garantiu que o time iria dar a volta por cima. “Vamos chegar”, garantia. Arrumou a casa e chegou mesmo. Mudou a história do Mais Querido. E se daqui a 15, 20 anos o Santa Cruz estiver em grande fase, conquistando inéditos títulos nacionais, certamente, haverá alguém para lembrar que tudo começou com o erguimento do clube junto a chegada de Zé Teodoro. Assim como, certamente, será difícil alguém voltar a vaiá-lo no Arruda.
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