quinta-feira, 14 de junho de 2012

COPA DO BRASIL


Felipão dá nó tático em Luxa, Palmeiras faz 2 a 0 depois dos 40 do 2º tempo e encaminha vaga


O Grêmio tinha 100% na Copa do Brasil, e a mesma marca com Vanderlei Luxemburgo no Olímpico. Mais de 45 mil pessoas estiveram presentes nesta quarta, em festa. Mas o que viram foi tudo ruir pelas mãos do ídolo do clube, Luiz Felipe Scolari. O treinador do Palmeiras deu nó tático em Luxemburgo e comemorou dois gols após os 40 minutos do segundo tempo na vitória paulista por 2 a 0, que calou o Olímpico no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil.

O jogo de volta será na próxima quinta-feira, às 21h, na Arena Barueri. O Palmeiras tem larga vantagem. Passa com qualquer vitória, empate ou até derrota por um gol de diferença. Já o Grêmio precisa de três gols de diferença para ir à final.

Com dois treinadores experientes nos bancos, a conduta foi a mesma: surpresa. E no duelo das novidades, Felipão foi melhor. O treinador palmeirense colocou Henrique como volante, sacou Cicinho e promoveu a entrada de Arthur. Fechou o time e conseguiu o que queria: não levar gols. Não bastasse isso, Felipão colocou, no segundo tempo, Mazinho, autor do primeiro gol.

Enquanto isso, Luxemburgo fechou treinamento de véspera de jogo para simplificar. O treinador colocou Kleber Gladiador ao lado de Miralles no ataque. Sem ritmo, o camisa 30, que vem de período lesionado, não foi bem e acabou sacado aos 15 do segundo tempo.

Grêmio e Palmeiras não fugiram à regra em uma decisão. Fizeram um jogo tenso, em que cada movimento poderia resultar em se aproximar da classificação ou deixá-la mais longe. Em casa, apoiado por 45 mil pessoas, o Grêmio tomou conta do jogo, trocou passes, tentou lançamentos, mas não chegou a assustar no início do jogo.

A preferência defensiva do time comandado por Luiz Felipe Scolari ficou evidente até antes da entrada em campo. Henrique, zagueiro de origem, foi improvisado como volante e teve boa atuação. A marcação com a maioria dos atletas no campo de defesa dificultou muito a vida gremista.

O Grêmio passou toda semana lembrando a principal arma do Palmeiras, a bola parada com Marcos Assunção. Não adiantou. Após um contra-ataque, aos 19 minutos, Gabriel fez falta dura pela direita em Luan. Por pouco não foi pênalti. Vaias pressionaram o palmeirense, que cruzou e Henrique colocou para fora.

Até o fim do primeiro tempo, a paridade se manteve. Fernando, aos 42 minutos, rompeu a escassez de oportunidades. De falta, o volante chutou forte e a bola estourou na trave esquerda de Bruno. Dois minutos mais tarde, Léo Gago cobrou falta em direção ao gol, e o goleiro deu rebote. O time local foi levemente superior, abafou no fim da primeira etapa, mas não conseguiu marcar.

O Palmeiras voltou melhor no segundo tempo, mas não abandonou postura defensiva. Kleber, que enfrentava seu ex-time, de onde saiu de forma turbulenta, sofreu muitas faltas e passou em branco na partida. Tanto que acabou sacado, aos 15 do segundo tempo.

Aos 25 minutos, Barcos se livrou de dois marcadores e teve boa chance de gol. Os visitantes, mesmo ainda se defendendo muito bem, passaram a controlar as ações da partida. Aos 32, André Lima respondeu. Marcelo Moreno recuperou a bola, Pará cruzou e o camisa 99 cabeceou para fora. O Grêmio tentou pressionar, mas acabou dando espaços. Aos 41 minutos, Mazinho recebeu em um ataque rápido e chutou cruzado para marcar o primeiro. O Grêmio sentiu muito. Três minutos mais tarde, Barcos fez o segundo: 2 a 0, placar final.

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