Torcida do Zenit exige que clube não tenha negros e gays
A polêmica manifestação dos torcedores recebeu uma resposta negativa da diretoria do clube
SÃO PETESBURGO (Rússia) - A principal torcida organizada do Zenit, atual campeão do Campeonato Russo, divulgou um manifesto em que pede para que o clube conte no seu elenco apenas com jogadores que sejam brancos. Além disso, defende que o time de São Petersburgo não tenha atletas que sejam homossexuais.
"Como clube mais ao norte das grandes cidades europeias, nunca tivemos vínculo com àfrica, nem com América Latina, Austrália ou Oceania", assinala o comunicado divulgado pela torcida organizada Landscrona. "Agora estão impondo ao Zenit jogadores negros quase por força e isto causa uma reação", reclama. "Somos contra que no grupo do Zenit joguem representantes das minorias sexuais".
A polêmica manifestação dos torcedores recebeu uma resposta negativa da diretoria do Zenit. O clube russo disse que apoia a tolerância e contrata jogadores apenas em razão da sua habilidade, insistindo que "a equipe está voltada para o desenvolvimento e integração na comunidade do futebol mundial, e não possui visões arcaicas".
O Zenit não tinha contratado jogadores negros até a última janela de transferências, quando se reforçou com o atacante brasileiro Hulk e o meia belga Axel Witsel. Enquanto isso, o meia francês Yann M'Vila recusou uma proposta para se transferir ao clube em agosto após receber ameaças de morte.
"Como clube mais ao norte das grandes cidades europeias, nunca tivemos vínculo com àfrica, nem com América Latina, Austrália ou Oceania", assinala o comunicado divulgado pela torcida organizada Landscrona. "Agora estão impondo ao Zenit jogadores negros quase por força e isto causa uma reação", reclama. "Somos contra que no grupo do Zenit joguem representantes das minorias sexuais".
A polêmica manifestação dos torcedores recebeu uma resposta negativa da diretoria do Zenit. O clube russo disse que apoia a tolerância e contrata jogadores apenas em razão da sua habilidade, insistindo que "a equipe está voltada para o desenvolvimento e integração na comunidade do futebol mundial, e não possui visões arcaicas".
O Zenit não tinha contratado jogadores negros até a última janela de transferências, quando se reforçou com o atacante brasileiro Hulk e o meia belga Axel Witsel. Enquanto isso, o meia francês Yann M'Vila recusou uma proposta para se transferir ao clube em agosto após receber ameaças de morte.
Apesar da manifestação, a Landscrona negou que seja racista. "Não somos racistas e para nós a ausência de jogadores negros no Zenit é apenas uma tradição importante que sublinha a identidade da equipe e nada mais", diz a torcida.
A Rússia tem lutado para combater o racismo e a violência em seus estádios de futebol, já que se prepara para sediar a Copa do Mundo em 2018. Jogadores negros são frequentemente alvos de cânticos racistas e alguns, como o ex-lateral brasileiro Roberto Carlos, chegaram a ter bananas atiradas em sua direção por torcedores.
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