Marcação cerrada pelo título
| Apesar de fora da decisão deste domingo, Vágner vai torcer muito pelos companheiros |
Sem jogar há 54 dias, Vágner era titular da melhor defesa da competição
Vágner está há 54 dias afastado dos gramados. Tem quatro parafusos na perna direita e uma vontade imensa de se recuperar o mais rápido possível e mais ainda: de ser bicampeão pernambucano pelo Santa Cruz. A lesão que o fez fraturar a tíbia e a fíbula durante o Estadual fez com que ele pudesse ser um torcedor especial, capaz de estar nos vestiários no pré-jogo e logo em seguida nas arquibancadas. Ou, simplesmente, em casa, quando o jogo não é no Arruda. Mas, especialmente neste domingo, o Vágner versão torcedor estará na Ilha do Retiro. A razão é nobre: ele está louco para ver o time ser campeão na casa do oponente.
O zagueiro é diferenciado da maioria dos jogadores que a gente costuma ouvir dar entrevistas sem muito conteúdo. Tem bagagem. Estudou e almeja fazer uma faculdade quando parar de jogar. Não à toa, sabe analisar o time com olhar de “professor”. Pouco paciente com quem pouco entende de futebol, prefere “ficar só do que mal acompanhado”. Pobre esposa de Vágner. Luana Marquiori, 25 anos, porém, nem faz tanta questão de ver as partidas. “Eu torço por ele, mas não gosto de futebol”, revela. “Não gosto de ver o jogo com quem não entende. Aqui em casa, ela fica para lá com o Isaque (filho do casal) e eu aqui, concentrado”, responde o marido.
O zagueiro é diferenciado da maioria dos jogadores que a gente costuma ouvir dar entrevistas sem muito conteúdo. Tem bagagem. Estudou e almeja fazer uma faculdade quando parar de jogar. Não à toa, sabe analisar o time com olhar de “professor”. Pouco paciente com quem pouco entende de futebol, prefere “ficar só do que mal acompanhado”. Pobre esposa de Vágner. Luana Marquiori, 25 anos, porém, nem faz tanta questão de ver as partidas. “Eu torço por ele, mas não gosto de futebol”, revela. “Não gosto de ver o jogo com quem não entende. Aqui em casa, ela fica para lá com o Isaque (filho do casal) e eu aqui, concentrado”, responde o marido.
Não é que Vágner seja chato. Pelo contrário. Ele apenas é sincero demais. “Gosto de ver longe de todo mundo. Só consigo ver o jogo como jogador e não como torcedor. Não vejo o erro do atleta, vejo, sim, o que ele estava querendo acertar e não conseguiu”, justificou, apontando o diferencial que, segundo ele, fará do Santa Cruz novamente campeão. “Honestamente, vejo que a união faz a diferença. Meu desejo era de estar lá dentro para resolver. Fico louco querendo estar lá e não tenho vergonha de admitir, mas confio nos meus companheiros e sei que vamos sair campeões”, afirmou.
A convicção de que o título sai neste domingo tem explicação. O zagueiro confia cegamente na capacidade de William Alves, a quem credita o título de melhor defensor da competição. Exalta Renan Fonseca. Ambos conseguiram suprir a ausência de Vágner e mantiveram o posto coral de melhor defesa da competição. “Não foi surpresa. Primeiro, porque eu já conhecia o potencial do William. Renan não tinha visto jogar, mas já treinava bem e eu sabia que iria dar conta do recado. O fato de os dois treinarem juntos no time de baixo também ajudou. Facilitou no diálogo da defesa.”
Diario de Pernambuco
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