sábado, 15 de junho de 2013

PARABÉNS A FEDERAÇÃO

F P F COMPLETA 98 ANOS DE FUNDAÇÃO NESTE DOMINGO
Neste domingo (16), a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) completa 98 anos de fundação. A Instituição se aproxima cada vez mais do seu centenário. Acompanhe histórias de umas das entidades mais antigas do continente americano.http://www.fpf-pe.com.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif
A FPF congrega clubes dos mais tradicionais do Brasil – país mais vitorioso do futebol mundial. O esporte nasceu em Pernambuco em 1905. Era necessária uma ligação entre as equipes, uma organizadora de competições. Surgiu, então, a ideia da criação do que viria a ser a entidade máxima do futebol pernambucano. No início do século XX, durante recreativos do antigo João de Barros (atual América), Eduardo Lemos propôs aos integrantes do clube a formação da Liga.
Fundada como Liga Sportiva Pernambucana (LSP), no dia 16 de junho de 1915, na residência de Aristheu Accioly Lins, na Avenida João de Barros, nascia a Federação Pernambucana de Futebol. No ano de fundação, a LSP teve, ainda, como presidente Alcebíades Braga, sucedido por Henrique da Silva Jacques.
A Liga teve como clubes fundadores o Centro Sportivo do Peres, João de Barros Futebol Club, Sport Club Flamengo, Agros Sport Club e o Santa Cruz Futebol Clube. Nos dias 25 de junho e 02 de julho, os estatutos foram aprovados. Dois novos clubes foram incorporados à Liga – a Coligação Sportiva Recifense e o Torre Sport Club.
No mesmo ano de fundação, a LSP promoveu a edição inédita do estadual. Cinco agremiações participaram e o Sport Club Flamengo sagrou-se o primeiro campeão pernambucano, com o Santa Cruz como vice-campeão. Na edição seguinte, o Casa Forte Futebol Clube, o Paulista Futebol Clube, o Clube Náutico Capibaribe e Sport Club do Recife ingressaram na competição, que passou a contar com nove clubes. O Sport conquistou a taça, feito repetido em 1917.
No início de sua trajetória, a LSP mudou de nome algumas vezes, passando, primeiro, a se chamar Liga Pernambucana de Desportos Terrestres (LPDT). Nos anos 1950, ocorreu um dos momentos mais importantes na história do futebol de Pernambuco, quando Recife sediou uma partida da Copa do Mundo. Isto entusiasmou ainda mais os pernambucanos, que, mesmo sem acompanhar a Seleção do Brasil de perto, puderam sentir o clima de um torneio mundial, e vibraram pelo rádio com as goleadas da seleção brasileira e os gols do pernambucano Ademir de Menezes.
As mudanças continuavam na entidade. A então Federação Pernambucana de Desportos (FPD) estabeleceu sua sede na Rua Dom Bosco (atual endereço), em 1952, sob a gestão de José Rego Vieira. Três anos passados, era vez de Rubem Moreira assumir a Federação, mudando o nome para Federação Pernambucana de Futebol (FPF).
No fim da década de 1960, o Brasil era duas vezes campeão do mundo. Já existia a competição nacional – a Taça Brasil, competição na qual Pernambuco conquistou o vice-campeonato em 1967 com o Náutico, o que rendeu ao filiado participação pioneira em uma competição internacional.
Era preciso reformular também a estrutura da Federação. A sede foi demolida em março de 1968, para, quatro anos depois, ser erguido o Palácio dos Esportes, uma obra com arquitetura moderna para época. O prédio foi inaugurado oficialmente em 1972, durante a presidência de Rubem Moreira. A festa contou com as ilustres presenças do Governador do Estado, Eraldo Leite, e do presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), João Havelange.
Com toda a estrutura necessária, o trabalho aumentou – e o sucesso nos esportes também. O campeonato estadual era disputadíssimo, com clássicos emocionantes que marcaram a história esportiva de Pernambuco. Além disso, os clubes representavam bem o estado no campeonato nacional, tendo o filiado Sport Club do Recife conquistado o primeiro título brasileiro para Pernambuco, levantando o troféu da Série A de 1987. No ano seguinte, o Sport seria Pernambuco na Copa Libertadores da América.
A Federação cresceu e, novamente, teve a oportunidade de receber uma competição internacional: a Copa América de 1989. Dessa vez, com uma partida da Seleção Brasileira realizada no estádio do Arruda. Na época, o presidente Fred Oliveira trouxe vários jogos da equipe canarinha para o estado, como o de 1993, quando, com o Arruda lotado, a torcida local empurrou o time para uma goleada sobre a Bolívia nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. O Brasil conquistou o tetra e, na volta, desembarcou no Recife, para comoção dos pernambucanos, que foram às ruas homenagear os campeões.
No ano seguinte, o novo presidente, Carlos Alberto Oliveira, implantou mudanças no estadual. Promoveu-se a interiorização do torneio, com mais equipes de diversas regiões, representando seu povo e desenvolvendo suas cidades. No fim do século, o campeonato lançou sua parceria com o Governo, o Todos com a Nota, projeto que incentiva os torcedores a irem aos estádios.
Com o novo milênio, dois filiados – Náutico e Sport – se tornam clubes centenários. Pernambuco reconquistou o Brasil, com mais um título nacional, o da Copa do Brasil de 2008, do Sport. O estado também foi escolhido como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA 2014, além de ter voltado a contar com dois de seus clubes na Série A do Campeonato Brasileiro.
Na nova década, assumiu o 31° presidente da história da FPF, Evandro Carvalho. Agora com pouco menos de um ano no cargo, o mandatário planeja e executa a modernização da entidade, a valorização dos campeonatos estaduais, a defesa dos clubes junto a CBF. Um dos pilares de sua gestão é o desenvolvimento de novos meios de arrecadação financeira para os clubes filiados – e o primeiro deles foi a volta da Copa do Nordeste. A formação de novos atletas, com o investimento nas categorias de base, também é uma prioridade.
O segundo ano de mandato de Evandro Carvalho ficou marcado pela volta da Copa do Nordeste, desde o início, a federação local apoiou a ideia, e viu o sucesso da competição regional se concretizar. Outro ponto de destaque na atual gestão da entidade foi o avanço da arbitragem - escolhida a melhor do país no primeiro semestre. O presidente Evandro Carvalho planeja continuar diversificando as ações do futebol pernambucano, com medidas modernas, proporcionando uma estrutura maior para torcedores e clubes.
Todos que fazem a Federação Pernambucana de Futebol – funcionários, diretores, clubes e ligas – sentem o orgulho e a responsabilidade de garantir a organização do esporte mais apaixonante do planeta, justamente no país mais vencedor e no estado que mais recebe torcedores nos estádios.

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