segunda-feira, 8 de julho de 2013

SANTA CRUZ - DE QUALQUER JEITO

Caça-Rato sobre gol: "Pode ser de cabeça, de pescoço, de dedinho, de joelho"

Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press
Atacante coral também elogiou entrega da equipe tricolor no jogo com o Cuiabá

Segundo o atacante, o importante não foi fazer o tento, mas marcar os três pontos que o time precisava para entrar na lista do G-4 da série C do Campeonato Brasileiro

Flávio Caço-Rato não é o jogador de grande qualidade técnica. No entanto, a disposição do atacante garante a simpatia da torcida do Santa Cruz e a sua vaga no time titular. Diante do Cuiabá, o atleta deu uma nova prova. Fez um gol na raça e de joelho. Lance estranho. Mas, para ele, o que importa é balançar as redes. "Como eu digo, aqui no Santa a vitória é na raça. Pode ser de cabeça, de pescoço, de dedinho, de joelho. O importante era entrar no G-4."
Segundo Flávio Caça-Rato, o importante não foi ter feito o gol da vitória, mas marcar os três pontos que o time precisava para entrar na lista do G-4 da série C do Campeonato Brasileiro. "Antes do jogo, estava conversando com os outros jogadores e uma das coisas que a gente comentou foi que precisavámos começar com o pé direito. E foi o que fizemos. No segundo tempo, a gente sentiu o sufoco porque os jogadores do Cuiabá estavam perdendo e vieram para cima, mas nossa equipe suportou bem", afirma. 

Ele ressalta que a parada de quase um mês por causa da Copa das Confederações não prejudicou o time. "A gente ganhou o jogo, então foi bom ficarmos esse tempo sem jogar. Não estavámos parado e provamos isso. O professor Sandro cobra muito. Treinamos muitas jogadas, bola parada e finalizações e colocamos em prática hoje", completa. O atacante também se mostrou satisfeito com o entrosamento da equipe. "O objetivo é a Série B, todo mundo tem que se doar, independente da posição. Por isso, o Santa Cruz é considerado um time de guerreiros, porque a gente luta de qualquer jeito pelo bem comum", afirma. 

Sobre o gol, que levou os tricolores à vitória, Caça Rato explica que ele não seria possível sem a ajuda de Dênis Marques. "Eu chamo ele de preguiçoso, mas ele me ajuda bastante", disse. Já quanto ao erro que cometeu no segundo tempo, quando não conseguiu passar a bola para o companheiro chutar ao gol, Caça-Rato reconhece a falha. "O goleiro vinha saindo, a bola pegou errado, pensei no grupo, poderia jogar para Dênis ou Raul, infelizmente não passou", detalha.
Diario de Pernambuco

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