terça-feira, 9 de julho de 2013

SPORT - MARCAÇÃO TOTAL

Magrão diz que jogadores "da frente" foram mais exigidos na marcação do Leão

Depois de "puxão de orelha" dos defensores, jogadores fazem pacto por entrega e resultado aparece


O Sport havia acabado de ceder novo empate para o Joinville. O placar marcava 2 a 2. Na lateral esquerda, ao lado da área rubro-negra, Marcos Aurélio rasgou um carrinho para impedir o avanço do adversário. Magrão confessou que, na hora, deu um leve sorriso. O atacante viu e questionou. “Qual é, Magrão, tá dando risada?”. E ouviu do goleiro, o principal líder do elenco. “Pô, você dando carrinho aqui!”.

O rápido diálogo de bastidor foi revelado ontem por Magrão. O riso, segundo ele, foi de satisfação. O pacto estava sendo cumprido. Os jogadores haviam se reunido e a cobrança aos atletas do setor ofensivo foi feita: era preciso uma maior participação deles na marcação. Só assim, o time teria o equilíbrio ideal. O lance de Marcos Aurélio, atacante de ofício, auxiliando na defesa, foi o retrato de uma equipe dedicada, fechada num objetivo.

A marcação mais forte e a vibração dos jogadores foi o traço mais perceptível do elenco do Sport na partida com o Joinville. A grande diferença do Leão de antes da parada para a Copa das Confederações e o de agora. Questionado sobre o assunto, Magrão lembrou do lance de Marcos Aurélio e comentou: “A importância do pessoal lá da frente na marcação é muito grande, por isso conversamos e falamos para eles que esperávamos uma ajuda maior. Quando eles ajudam, a nossa equipe fica mais forte. Eles entenderam muito bem isso”, disse o goleiro, demonstrando ter ficado satisfeito.


Endosso

Enquanto Magrão falava, Renan Teixeira observava, por trás das câmeras. Ouvia atento. Ele teve papel essencial na vitória sobre o Joinville. Após contra-ataque, marcou o gol da vitória por 3 a 2. O gol que reaproximou o time pernambucano do G4, após a segunda vitória fora de casa. Ele endossou as palavras do camisa 1. “É importante o que o Magrão falou aqui. Os jogadores da frente não precisam fazer o que os volantes fazem. Mas a participação deles é essencial. E só precisam fechar os espaços, dificultar o passe do adversário, que nos ajuda muito lá trás”, ressaltou.

A mudança de atitude foi importante. Mas Magrão sabe que é só o começo. Experiente, ele faz um alerta de quem já viveu situações semelhantes no Sport. “Foi apenas um jogo. Claro que foi um bom jogo, mas a gente tem que dar sequência. Não é porque fizemos uma partida boa, que está tudo às mil maravilhas. Não podemos pensar que está tudo certo, que não precisa melhorar mais nada”, afirmou o goleiro.

Clube Leão

O Sport lança no próximo dia 16, na partida contra o Avaí, o projeto Club Leão Solidário, iniciativa de cunho social que engloba várias áreas. Diretoria, jogadores e comissão técnica, além da torcida, fazem parte do projeto como executores, colaboradores e participantes. Ao todo, são 16 ações, montadas em um cronograma que começa a ser colocado em prática a partir do seu lançamento.


Diario de Pernambuco

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