Pressionado, o Sport enfrenta o ASA, em Arapiraca
Inconstante como nos últimos três anos, o Leão terá pela frente os alagoanos, nesta terça-feira, pela Série B, no Estádio Coaracy Fonseca
Como em alguns momentos desta temporada, o Sport novamente segue pressionado para uma partida. As duas últimas derrotas, ambas emblemáticas – uma por 5x0, contra o América-MG, e outra, de virada (2x1), nos três últimos minutos, na Ilha, ante a Chapecoense –, forçaram novo período de turbulência. Inconstante como nos últimos três anos, o Leão terá pela frente a ASA, esta terça-feira, às 19h30, pela Série B, no Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca-AL. Pelo menos na teoria, não podia existir momento e adversário melhores. Primeiro, a reação pode se dar fora da conturbada casa rubro-negra. Além disso, os alagoanos estão patinando na classificação (16º colocação, com 13 pontos), embora venham de triunfo, contra o Oeste, em São Paulo (2x1).
O momento não é desesperador, mas as derrotas acendem a luz amarela na trajetória dos rubro-negros. Uma vitória contra a Chapecoense levaria o Sport à vice-liderança da Segundona. Com a queda, o time ficou na quarta posição – no G-4, que é o que interessa –, mas muito perto do pelotão de trás. O Leão tem 21 pontos. O Joinville, com 20, é o quinto, seguido por Figueirense e América-MG, com 19. Qualquer erro pode custar a vaga na elite da disputa.
O ambiente não está ruim. O “rachão” realizado ontem, na Ilha do Retiro, mostrou isso. As pirraças e as brincadeiras no jogo de “mentirinha”, uns contra os outros, foram as mesmas de antes. Mas o técnico Marcelo Martelotte sabe que existe uma linha tênue entre o sucesso e o insucesso do seu trabalho. E, por isso, usou de um artifício que não tinha utilizado desde que chegou ao Sport, no fim de maio. O elenco viajou sem saber quem vai para o campo contra a ASA, abrindo especulações de que algumas mudanças vêm por aí.
Por si só, uma troca é certa. Anderson Pedra tomou o terceiro amarelo e fica de fora. A substituto natural é Renan Teixeira. Ocorre que o volante se envolveu numa enorme polêmica ao fim do confronto contra a Chapecoense. Fez um gesto obsceno para um torcedor, ficando a dúvida quanto a sua presença. Na lateral direita, continua o drama do treinador, que não dispõe de peças específicas do setor, já que Patrik e George Lucas continuam se recuperando de contusão. No ataque e até no meio de campo, Martelotte pode surpreender.
“Até pela questão física e pela recuperação dos atletas, além da viagem para Arapiraca, resolvemos fazer um treino leve. Não havia como pegar mais pesado com o elenco. Por isso, o recreativo e nenhuma movimetanção tática. Assim, não revelaremos o time, uma decisão extraordinária”, disse. “Só acho que em dez dias não se pode pegar uma fase que era boa e transformá-la em ruim. Agora, acredito no objetivo final. E pode ter certeza: todas as equipes vão passar por turbulência na Segundona”, disse o técnico Marcelo Martelotte.
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