sexta-feira, 20 de setembro de 2013

NÁUTICO - AGORA É OPOSIÇÃO

Colegiado de futebol anuncia saída e se coloca no lado oposto a Paulo Wanderley

Grupo foi anunciado com a solução para o futebol do Náutico após o Pernambucano, mas deixa o clube após desentendimento com o presidente


O colegiado de futebol do Náutico está, oficialmente, desfeito. A situação atual é de total racha na política alvirrubra. A maior parte da diretoria cortou relações com o presidente Paulo Wanderley. Só restaram ao lado do mandatário o presidente do Conselho Deliberativo, Berillo Júnior, e dois membros remanescente do colegiado, Alexandre Homem de Melo e Carlos Hunka. Os demais estão fora. 

O racha não para por aí. Vai além disso. Em entrevista coletiva convocada de última hora na tarde desta sexta-feira, em um restaurante, no Pina, os ex-diretores anunciaram que não apoiarão a situação nas eleições do clube, no final do ano. A tendência é que eles lancem um candidato próprio ou apoiem a oposição, a depender do nome indicado. A última opção, seria uma posição neutra no pleito.

Dois fatos foram cruciais, de acordo com os próprio membros do colegiado, para a saída deles do clube. O primeiro foi o contato direto do presidente Paulo Wanderley e de Alexandre Homem de Melo com o técnico Marcelo Martelotte, sem consultar os demais dirigentes. Essa ação irritou alguns caciques da política alvirrubra, como André Campos, líder do colegiado.
"Não temos nada contra Martelotte. Inclusive se fossemos consultados aprovaríamos o nome. Mas nos sentimos desprestigiados", disse André Campos.
Outro desagravo foi a indicação de Berillo Júnior, presidente do Conselho e homem de confiança de Paulo Wanderley, como representante do Náutico na primeir reunião na Federação Pernambucana de Futebol (FPF) sobre o Estadual de 2014. "Berillo é presidente do Conselho. Não trabalha diretamente com o futebol", explicou Campos.

O grupo foi anunciado em maio, logo após a fraca campanha do time na reta decisiva do Campeonato Pernambucano. Em seguida, começou um processo de reformulação no futebol do clube, mas poucos acertos foram alcançados. Durante o período, o Timbu teve quatro comandantes: Silas, Zé Teodoro, Jorginho e Levi Gomes. Quinze jogadores também foram trazidos pelo colegiado. Entre eles, os estrangeiros Morales, Olivera e Peña, que chegaram como status de salvadores da pátria, mas foram pouco foram aproveitados. "Ouvimos falar em boicote a esses atletas dentro do clube, mas não quero acreditar nisso. Seria o absurdo dos absurdos. Jogar contra o clube. Prefiro não acreditar que uma pessoa seria tão cretina para agir assim", detonou Campos.
Várias contratações foram realizadas também. Nenhuma delas, até agora, agradou a torcida e o time vive em crise sem conseguir vencer na Série A há 12 jogos. No últimos dias, iniciou-se uma corrente para antecipar as eleições do clube e iniciar um planejamento para 2014, algo que não agrada o presidente Paulo Wanderley.
Diario de Pernambuco

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