quinta-feira, 10 de abril de 2014

SPORT - ACABOU

Fim da maldição do camisa 9 rubro-negro

Neto Baiano fez o gol de empate desta quarta-feira, na Arena Castelão / Guga Matos/JC Imagem

Neto Baiano fez o gol de empate desta quarta-feira, na Arena Castelão

Guga Matos/JC Imagem

Neto Baiano fez seis gols no Nordestão e garantiu a vice-artilharia do Regional


Quando o assunto é centroavante no Recife, a história recente pesa contra o Sport em relação aos rivais. Enquanto Santa Cruz e Náutico têm uma lista boa de homens de referência no ataque que surgem ano após ano, o Leão viu várias de suas apostas não darem certo. Isso até a chegada de Euvaldo José de Aguiar Neto, de 31 anos, mais conhecido como Neto Baiano, que veio para suprir essa carência. E foi com ele como seu 
maior nome ofensivo que o Leão conseguiu, ontem, conquistar o terceiro título da Copa do Nordeste, dando um chute na “maldição dos camisas 9” que vinha rodando a Ilha do Retiro há algum tempo.
E ele parece que foi feito para vestir a camisa rubro-negra. Coisa de destino futebolístico, por assim dizer. Como o mascote leonino, Neto Baiano é pura raça e força. Dá piques para apertar a saída de bola adversária, reclama com os companheiros por um passe mal dado e está sempre argumentando com o árbitro. Mais do que isso, também marca gols, tão importantes para sua função – foram seis na competição, o que o deixou como vice-artilheiro, atrás apenas do rival desta quarta-feira, Magno Alves, que marcou oito.
E se não bastasse todas essas características, Neto Baiano tem algo que a torcida do Sport adora: ele incomoda os rivais com uma espécie de petulância e certa arrogância nas palavras. Fruto de sua sinceridade, algo tão incomum entre os jogadores hoje em dia. Algo que o diferencia dos demais e o dá mais moral. Que o diga as discussões com o técnico alvirrubro Lisca.
O primeiro gol no Nordestão, inclusive, foi sobre o Náutico, na vitória por 3x0 na Arena Pernambuco, pela fase de grupos, na estreia do técnico Eduardo Baptista. No jogo seguinte, contra o Botafogo-PB, mostrou ser decisivo ao anotar o gol da vitória por 1x0, suficiente para a classificação. Nas quartas, abriu o placar de 2x0 contra o CSA, na Ilha, se esticando todo. Típico gol de centroavante.
Contra o Santa, pelas sêmis, novamente em casa, fez um gol de cabeça no oportunismo, na vitória por 2x0. Voltou a marcar no duelo de ida da final contra o Ceará, com direito a uma linda matada no peito e finalização fria, abrindo o 2x0. Nesta quarta-feira, no jogo de volta marcou o gol do título, o do empate por 1x1, aos seis minutos do segundo tempo. Ele foi certeiro, bateu forte no meio do gol, com Luís Carlos caindo do lado esquerdo.
Na festa, ainda dentro do campo da Arena Castelão, o artilheiro sintetizou: “No Sport tem que ser guerreiro. Incorporei esse espírito. O título veio com raça, com sangue.”

JC Online

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