quarta-feira, 7 de maio de 2014

COISAS DE ADVOGADO

Defesa tentará desqualificar crime de assassinato para depredação de patrimônio

Adelson José da Silva admite que porte de arma complica ainda mais situação de Everton

Advogado Adelson da Silva disse que Everton Felipe não assume ter jogado privada que matou Paulo Roberto e que apenas depredou o banheiro do Arruda


A estratégia inicial da defesa do auxiliar de serviços gerais Everton Felipe Santiago de Santana, acusado de assassinar o soldador naval Paulo Ricardo Gomes da Silva já está traçada. De acordo com o advogado Adelson José da Silva o trabalho será em duas frentes. Na primeira, mais imediata, será a de tentar um relaxamento da pena, para que o acusado responda o processo em liberdade. A pedido será dado entrada nesta quarta-feira, no Fórum Joana Bezerra. A segunda frente já visa o julgamento do mérito. E é mais polêmico.
Após ouvir Everton Felipe afirmar que não jogou o vaso sanitário, apesar de ter participado da depredação do banheiro do Arruda, Adelson José tentará derrubar a tipificação do crime, de homicídio doloso para depredação de patrimônio, cuja a pena é de um a seis meses de prisão.O advogado visitou Everton Felipe no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel) no início da noite desta terça-feira. O suspeito está em uma cela com outros 11 detentos.“Ele confirma que participou da depredação dos banheiros, mas que não jogou os vasos sanitários. E que mesmo assim, a intenção do grupo era apenas de vandalismo. O nosso desafio agora será provar essa afirmação”, destacou Adelson José. “Mas isso é apenas a primeira hipótese de defesa. Estamos apenas no começo do processo”, completou.Com relação ao relaxamento da pena, o advogado alega que a prisão foi feita de forma ilegal. “Ele foi preso alegando flagrante, o que não foi o caso, já que o ato aconteceu na sexta e ele só foi detido na segunda-feira. Ou seja, ele só poderia ser preso caso um juiz decretasse prisão preventiva ou temporária. Além disso, após o primeiro depoimento, ele teve que prestar um segundo, onde foi induzido pela policia a indicar os nomes dos outros dois suspeitos”, acusou.No entanto, o advogado reconhece que pelos antecedentes de Everton Felipe dificultam uma resposta positiva do pedido. Ele responde processo por porte ilegal de armas e já flagrado, junto com outros integrantes da Inferno Coral, envolvido em uma briga generalizada contra uma uniformizada do CRB, em Maceió, no ano passado.“Isso realmente complica. Principalmente o porte de armas. A briga, ele alega que foi um ato isolado”, explicou.
Diario de Pernambuco

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