Lesões graves durante Mundiais: lista tem Pelé, Puskas, Beckenbauer e espaço para heróis
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Pelé
A frustração de Neymar já foi sentida por grandes craques das Copas do Mundo e por desconhecidos, que entraram na vaga de atletas lesionados e se consagraram. Há também os casos de contusões que chamaram atenção pela gravidade, não pelo personagem envolvido. Porém, a maior inspiração para a sequência da Seleção Brasileira está em Pelé, aclamado como o melhor jogador de todos os tempos. Em 1962, no Chile, o “rei do futebol” teve uma lesão muscular no segundo jogo do Mundial, contra a Tchecoslováquia, e viu a conquista do título fora das quatro linhas. Amarildo, seu substituto, se destacou em campo e foi peça importante na celebração da segunda conquista mundial da Seleção. Quatro anos mais tarde, em 66, na Inglaterra, Pelé se machucou novamente, mas o roteiro foi diferente, com o time canarinho eliminado e os donos da casa campeões. Será que Felipão encontrará um Amarildo para substituir sua principal estrela? Manifestações em redes sociais pedem que um "novo Amarildo" entre para ajudar a Seleção.
Puskas
A Hungria de 1954 perdeu a final para a Alemanha e o time que era a sensação da Copa da Suíça terminou sem o título. Ferenc Puskas era o grande craque da equipe e, durante a fase de grupos, ajudou os húngaros na vitória por 8 a 3 sobre os germânicos. Depois de se lesionar na goleada, ele só voltou para a final, mas viu os alemães ganharem por 3 a 2 e serem campeões.
Beckenbauer
Considerado o maior jogador da Alemanha de todos os tempos, Franz Beckenbauer se machucou numa semifinal de Copa, em 1970, no México. Como o técnico Helmut Schon já havia feito as substituições permitidas, o Kaiser foi para o sacrifício com uma tipoia improvisada para continuar em campo contra os italianos. Em jogo frenético, a Azzurra venceu e foi para a final contra o Brasil.
Reposição
Há casos de lesões que são minimizadas pela reposição ocorrida. Pumpido (1990), Ricardo Rocha (1994) e Nesta (2006) sofreram contusões que os fizeram perder o Mundial. Mas, em todos os casos, os substitutos deram conta do recado. Na Copa da Itália, Goycochea entrou no gol da Argentina para não sair mais, e ajudou o time a ficar com o segundo lugar, se destacando pelos pênaltis defendidos. Quatro anos depois, nos Estados Unidos, o zagueiro brasileiro deu lugar a Márcio Santos, peça eficiente no tetra.
Por fim, o italiano Nesta cedeu espaço para Materazzi, autor do gol que permitiu à Itália levar a decisão contra a França, em 2006, para os pênaltis. O título ficou com a Azzurra e o defensor foi celebrado. Outro lance curioso vivido por ele foi a cabeçada disparada por Zinedine Zidane, que teve repercussão mundial.
Outros dois grandes defensores se lesionaram em Copas:Baresi e Gamarra. O italiano perdeu grande parte da competição nos Estados Unidos, e só voltou a campo na decisão contra a Seleção Brasileira. O líbero ainda desperdiçou um pênalti. Já o paraguaio se machucou em 1998, contra a França, e se despediu da Copa no “Gol de Ouro” marcado por Lauren Blanc, único da história dos Mundiais. Gamarra carrega o símbolo de ter sido eficiente na marcação sem cometer nenhuma falta na competição.
Lances violentos
O francês Patrick Battiston passou por um susto em 1982, na Espanha. Em uma dividida com o goleiro alemão, Schumacher, ele quebrou três dentes e foi cortado. Os Bleus foram às quartas daquele torneio, mas saíram para a Alemanha. Outra ausência durante o Mundial aconteceu em 1994, no jogo entre Estados Unidos e Brasil. Leonardo acertou cotovelada em Tab Ramos, que fraturou o rosto. O jogador brasileiro pegou quatro jogos de gancho e também ficou fora da disputa, com Branco assumindo a titularidade.
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