segunda-feira, 6 de abril de 2015

NÁUTICO - M T A ISOLADO NOS AFLITOS

Sem bons resultados em campo, cenário político do Náutico deve se agitar nos próximos dias

Gestão do MTA terminou se isolando no cenário político alvirrubro e eleições de dezembro serão bem disputadas

Atual gestão do MTA pode entregar clube em situação bem pior do que recebeu


A goleada sofrida para o Salgueiro por 4 a 1 e a eliminação ainda no hexagonal final do Campeonato Pernambucano como lanterna terá reflexos no Náutico nesta e na próxima temporada. Com a atual gestão cada vez mais fragilizada, os bastidores políticos voltarão a se agitar.Nesta segunda-feira, inclusive, Glauber Vasconcelos se licenciou da presidência por 30 dias alegando problemas de saúde. No entanto, a preoucupação principal, segundo algumas lideranças ouvidas pela reportagem, não é com a sucessão ao atual mandatário, com eleição marcada para dezembro, e sim com a preparação para a Série B, que começa em maio. Isso porque assumir 2016 fora da Copa do Nordeste, com o risco de também não disputar a Copa do Brasil (depende do ranking da CBF) e - em uma situação hipotética - afundado na Série C, não é cenário positivo nem para o atual grupo que comanda o Náutico, e muito menos para a oposição, encabeçada por um grupo dos ex-presidentes André Campo, Sergio Arquino e Ricardo Valois.
No entanto, contraditoriamente, pelo enorme desgaste político vivido desde a última eleição, há pouco a ser feito para mudar o isolamento da atual gestão. Da mesma forma que um impeachment do presidente Glauber Vasconcelos é rechaçado por todas as correntes políticas do clube, pelo desgaste natural que o processo causaria, é fato também que o primeiro passo para um plano emergencial só será possivel se for dado pelo atual mandatário do clube. Uma espécie de reconhecimento de erros e pedido de desculpas públicos pelas acusações feitas a ex-diretores e presidentes na última eleição. Algo também pouco provável que aconteça. 
As feridas ainda estão abertas. Uma das maiores reclamações dos opositores do Movimento Transparência Alvirrubra é o fato das críticas feitas no período eleitoral atingirem todos ex-presidentes que comandaram o Náutico de 2001 até 2013. "Colocaram todos na vala comum. Quem errou e quem tem serviços prestados ao clube", disse uma das pessoas ligadas ao grupo dos ex-presidentes. A essa altura, nem uma renúncia de Glauber (hoje descartada) amenizaria essas rusgas. "A bronca não é com Glauber e sim com o MTA", disse outra liderança.
Sem entendimento, ou uma completa guinada por parte da atual gestão, o Náutico, que completa amanhã 114 anos, deve continuar sangrando. E se preparando para a eleição de dezembro. O MTA deve tentar fazer o sucessor de Glauber. Da mesma forma, é certo que o grupo dos ex-presidentes também lançará um candidato. Uma terceira via hoje é o ex-diretor de futebol Alexandre Homem de Melo, que lançará hoje uma conta no Twitter para voltar a mídia, já que não faz parte de nenhum grupo. Já os ex-presidentes Paulo Wanderley e Berillo Júnior, desgastados em todas as correntes, devem acompanhar à margem todo o processo.


Diario de Pernambuco

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