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domingo, 10 de maio de 2015

MANIFESTANTES DESPACHADOS

Manifestantes do Ocupe Estelita deixam rua do prefeito após ação judicial da PCR

Ativistas começaram a sair por volta das 10h30

Despacho judicial pede saída dos ativistas do local sob pena de multa diária por pessoa


A Justiça determinou, na noite desta sexta-feira (08), o fim do acampamento do movimento Ocupe Estelita e do grupo Direitos Urbanos em frente ao prédio onde mora o prefeito do Recife, Geraldo Julio, no bairro da Torre, na Zona Oeste, e os integrantes começaram a sair por volta das 10h30 deste sábado (09). Equipes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estiveram no local para "garantir que a saída ocorra de maneira pacífica". Os manifestantes foram notificados por oficiais da Justiça e se reuniram em assembleia para comunicar aos ocupantes sobre a ordem de retirada. Cerca de 10 viaturas do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) estiveram nas proximidades, mas não houve conflito. Após a desmobilização, um grupo dos ativistas saiu em caminhada por vias da região.
Os integrantes do movimento saíram do local antes do meio-dia, como determinado. O despacho é assinado pelo juiz de Direito Djalma Andrelino Nogueira Júnior, que estabeleceu multa diária e por pessoa de R$ 2 mil a contar da data de intimação. "O diálogo com eles foi tranquilo e mostramos o mandado judicial", disse o oficial de Justiça que foi notificar os manifestantes, Leonardo Figueiredo, por volta das 10h30. “Estamos aqui para representar o presidente da OAB e garantir que todos os direitos inerentes tantos aos cidadãos como aos manifestantes sejam preservados”, disse o conselheiro da OAB Dalônio Carvalho Filho.
    A ordem de retirada foi apresentada à imprensa em coletiva na própria PCR na manhã deste sábado. Segundo o secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, Ricardo Correia, o prefeito teria pedido que a entrega do documento aos manifestantes só fosse feita na manhã deste sábado. Os ativistas só souberam da decisão judicial quando a imprensa chegou ao local - onde permaneceram até a chegada do oficial. "Vamos continuar denunciando a falta de diálogo da Prefeitura com a sociedade. Não vamos deixar o local sujo, iremos recolher tudo e desocupar a área. Mas continuaremos denunciando que o prefeito deveria ter aparecido e não mandado a polícia. Estamos abertos ao diálogo”, ressaltou o integrante do movimento Ocupe Estelita, Ernesto de Carvalho. Um protesto do grupo está previsto para ocorrer neste domingo (10), na área do Cais José Estelita, no evento "Pelo tombamento do Estelita", com o Som na Rural e show de Otto a partir das 16h.

    Desde o começo da manhã do sábado, algumas pessoas que passavam pelo local provocavam os manifestantes para instigar brigas. Após a comunicação da saída, os ativistas gritaram palavras de ordem contra o prefeito - que não apareceu para dialogar - e houve um princípio de confusão por volta das 10h30, por conta de novas provocações. Os moradores do prédio onde mora o prefeito chegaram a jogar sachês de catchup e maionese nos ativistas.
    O acampamento foi montado na noite da quinta-feira (07), após a caminhada contra a aprovação do plano urbanístico para a área que compreende o Cabanga, Cais de Santa Rita e José Estelita, local que deve receber o projeto Novo Recife. Já na sexta-feira, durante a manhã e a tarde a movimentação foi tranquila, com integrantes do Ocupe perto das barracas e também circulando pelas ruas da área. Por volta das 20h, houve um tumulto e gritaria com os membros da mobilização novamente clamando pela presença de Geraldo Julio. Às 21h foi iniciada uma assembleia para discutir o que foi feito durante o dia e o que seria realizado no fim de semana.
    Cerca de 100 pessoas passaram os três dias instaladas em barracas na primeira noite de acampamento, com 20 barracas. Os manifestantes ocuparam a rua Neto Campelo com faixas e pediam que fosse reaberto o diálogo com a Prefeitura do Recife, além da saída do prefeito Geraldo Julio. Eles montaram uma estrutura básica para alimentação e banho no local - inclusive com chuveiro improvisado e uma piscina de plástico -, e receberam donativos para continuar o acampamento. Foram mobilizadas doações, principalmente, pelas páginas do grupo no Facebook. Professores do curso de cinema da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) transferiram aulas para a ocupação e outras atividades culturais e acadêmicas foram discutidas.
    FolhaPE

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