Presidente do Santa Cruz tentará aumentar cota de participação do clube na Série B
Presidente coral tentará aumentar a cota da Série B Bobby Fabisak/JC Imagem
Atualmente, valor de R$ 300 mil mensal está praticamente comprometido
Na próxima semana, os representantes de todos os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro vão ter um encontro com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, para tratar de vários assuntos sobre a competição. O Santa Cruz, através do mandatário Alírio Moraes, aproveitará a oportunidade para tentar aumentar a sua cota de participação e ver mais verba entrando nos cofres do clube no momento mais importante da temporada.
A grande maioria dos clubes do certame, entre eles o Santa Cruz, recebem R$ 3 milhões, divididos em dez parcelas de R$ 300 mil. Só que houve uma antecipação desse valor, por parte do ex-presidente Antônio Luiz Neto, para pagar algumas dívidas no ano passado. Aí o que seria uma cota mensal de R$ 300 mil para Alírio Moraes administrar, hoje entram nos cofres corais apenas R$ 53 mil. A ideia de Alírio é de estender a dívida por mais de um ano e, assim, o valor mensal que entrará no clube coral subir para pelo menos R$ 200 mil. “Estou muito esperançoso que conseguiremos. Já houve uma sinalização para isso e tudo deverá ser resolvido”, disse Moraes.
Outro assunto, ainda no âmbito financeiro, que vem tirando o sono do mandatário são os constantes atrasos salariais no clube. Atualmente, os funcionários do administrativo estão com três meses de débito em aberto, enquanto o elenco não vê a cor do dinheiro há dois. “Já estamos arrecadando um bom montante e acredito que até antes do jogo contra o Paraná (no dia 15/5) pagaremos um mês para eles e o outro será quitado até o fim de maio”, prometeu.
Alírio Moraes ainda adiantou que vai procurar a Arena Pernambuco para tentar rever o acordo firmado com o Santa Cruz na época do seu antecessor. Àquela época, o Santa Cruz negociou levar seis partidas de 2015 para o estádio em São Lourenço da Mata ao valor de R$ 1,2 milhão, além de um percentual da renda. Deste montante, R$ 1 milhão já foi gasto pela gestão passada para quitar os salários atrasados e, assim, tentar dar um gás a mais na equipe em busca do acesso na reta final da Série B de 2014. A classificação não veio, o planejamento ficou comprometido e o rombo financeiro só fez aumentar.
Das seis partidas negociadas, apenas o clássico contra o Náutico, no Campeonato Pernambucano, foi jogado na Arena PE. Ou seja, ainda faltam cinco jogos da Série B (provavelmente os melhores e que atrairiam um bom público para o Arruda) para acontecer no estádio da Copa do Mundo.
Como só usufruirá de apenas R$ 200 mil (fora um pequeno percentual da renda) para tirar as cinco partidas do Arruda, Alírio Moraes já pensa numa estratégia mais ousada. “Cogito até devolver o valor já gasto (por Antônio Luiz Neto, de R$ 1 milhão) para ter todos os jogos dentro da nossa casa e fazer uma boa renda para nós”, arrematou.
JC Online
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