Funcionário público é apontado como líder de quadrilha que praticava crimes de agiotagem.
A Polícia Civil apresentou, nesta sexta-feira (04), os detalhes das investigações da Operação de Repressão Qualificada denominada Usura, que terminaram com nove pessoas presas, sendo quatro funcionários públicos. Ainda foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domicilar, além de terem sido feitos três flagrantes. A ação foi realizada nesta quinta-feira (03). Entre os presos estava um ex-policial militar e ex-presidiário.
De acordo com a polícia, Marcos Heraldo de Araújo Campos é considerado o líder do grupo - um agiota que empresta grandes valores, que tem, dentre seus clientes, algumas construtoras. Mas o considerado "destaque" entre as prisões é Rinaldo Bezerra Belo - ex-policial militar e ex-presidiário condenado por roubos de cargas. Ele faria parte da quadrilha comandada por Marcos na prática de agiotagem. Segundo as investigações, é ele quem fazia as cobranças mais contundentes em nome do agiota. No momento da sua prisão, estava com uma pistola 380, duas facas, um carregador e munições.
As investigações tiveram início em fevereiro, sob responsabilidade do delegado de Paulista, Ivaldo Pereira, com objetivo de identificar, localizar e prender pessoas envolvidas em prática de agiotagem, extorsão, associação criminosa e venda de munições na Região Metropolitana do Recife (RMR). A quadrilha atuava em Paulista, Igarassu, Olinda e Paulista. A polícia suspeita que a quadrilha atuava há mais de ano pela data de cheques e documentos apreendidos, inclusive do ano de 1998. Foram apreendidos um revolver calibre 38, pistola 380, pistola 40, 3.656 munições diversas, uma quatia total de 2.300 mil dolares e euros, 652 folhas de cheques, 200 notas promissórias, 40 cartões de crédito e nove aparelhos celulares.

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