Faculdade de Medicina de Olinda depende do MEC
Estudantes que sonham com a abertura de mais um curso de Medicina em Pernambuco vão ter que esperar mais um pouco para concorrer a uma vaga no vestibular. O processo de homologação da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO) está parado no Ministério da Educação, por falta da assinatura do ministro. O que levaria 20 dias já demora mais de dois meses, apesar de o funcionamento estar autorizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
“Em 11 de junho, a FMO obteve aprovação do CNE através do parecer 246/2015. Atualmente, aguardamos apenas a publicação da portaria de autorização pelo MEC”, diz o diretor-geral da instituição, Inácio de Barros Melo Neto, para quem, tamanha demora, causa estranhamento. A estrutura física e pedagógica da FMO foi montada obedecendo a todas as exigências do MEC vigentes à época do protocolo em dezembro de 2011.
Desde então, já se arrastam quatro anos. São várias etapas a serem cumpridas, sendo a da aprovação dos conselheiros uma das mais importantes, depois do aval do ministro. O reconhecimento do curso vem após a formatura da primeira turma. “Obtivemos a aprovação de sete conselheiros. O que levaria dias, está demorando meses. Aguardamos a liberação do MEC para anunciar o primeiro vestibular”, afirmou.
O prédio está pronto e oferece ampla estrutura física também adaptada a portadores de deficiência física. A Faculdade de Medicina de Olinda tem 2, 5 mil metros de área construída distribuídos em seis salas de aulas, 14 laboratórios médicos (Ciências Básicas, Ensino, Habilidades, Morfofuncional e Biotério), auditório para 120 pessoas, biblioteca com acervo de mais de 400 títulos e mais de 14 mil títulos de medicina.
Conta ainda com laboratórios de Videomicroscopia (51 microscópios) e de informática com 100 computadores. Possui oito tutorias com capacidade para 12 alunos, cada, onde são discutidos os casos clínicos. Também já tem cadáver para o estudo dos alunos. “Firmamos convênio de cooperação técnica, didática e científica com o Estado de Pernambuco, gestor estadual do SUS. Isso possibilitará aos alunos o aprendizado em hospitais-escola da rede estadual. Também garantimos exclusividade na Maternidade Brito de Albuquerque, em Olinda, garantida por convênio com a secretaria de Saúde de Olinda”, referenda Inácio.
A FMO vai funcionar na Rua Doutor Manoel de Almeida Belo, em Bairro Novo com 34 professores (21 doutores, oito mestres e os demais especialistas). Desde 2014 estão ativos alguns cursos técnicos na área de saúde.
por Magno Martins

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