Conselho deliberativo do Sport aprova venda de bebidas alcoólicas em jogos na Ilha do Retiro
Com uma votação quase unânime, o retorno da bebida alcoólica à Ilha do Retiro foi aprovado pelo Conselho
Dos 48 conselheiros presentes, 46 votaram a favor da liberação; dois foram contra
O torcedor do Sport vai poder voltar a consumir bebidas alcoólicas na Ilha do Retiro. Em votação aberta na noite desta terça-feira no Conselho Deliberativo do Sport, a maioria dos presentes aprovaram a volta da comercialização de cerveja em jogos realizados no estádio rubro-negro. Ao todo foram 46 votos a favor da liberação, contra apenas dois contrários. A liberação já começa a valer para o jogo contra o Argentinos Juniors, no próximo dia 24, válido pela Taça Ariano Suassuna.
O assunto entrou na pauta da primeira reunião do conselho no ano devido a posição do presidente do executivo, João Humberto Martorelli, contra a comercialização de bebidas alcóolicas, mesmo após o fim da proibição da venda nos estádios de Pernambuco, decidida no último dia 5, pela Assembléia Legislativa do Estado.
Durante a sessão, foi lida na íntegra uma carta escrita pelo presidente do clube onde ele enumerou os motivos pelos quais defendia a manutenção da proibição da venda nas partidas disputadas na Ilha do Retiro. O principal deles, uma possível ligação entre o consumo de bebidas alcóolicas e o aumento da violência em dia de jogos. No entanto, os argumentos não foram suficientes para convencer a maioria dos conselheiros presentes.
"Durantes os últimos dias vários sócios me procuraram e pediram para que eu votasse a favor da liberação. E eu votaria a favor quantas vezes fosse necessário. O Sport não pode abrir mão de uma receita dessa. Houve uma época em que apenas os bares do clube pagavam a folha do administrativo. Além de tudo, Pernambuco hoje é um polo cervejeiro, com três fábricas e abertura de uma quarta em breve", destacou o conselheiro Fred Domingos, que no entanto, não criticou a posição do presidente João Humberto Martorelli.
"Ele colocou um ponto de vista pessoal e explicou os seus motivos na carta que foi lida na reunião. Mas na mesma carta colocou que respeitaria a decisão do conselho e acataria qualquer que fosse ela, a favor ou contra. O presidente sempre teve uma postura ética e coerente, mas por maioria absoluta, os conselheiros entenderam que o Sport não poderia ficar sem essa receita", reforçou. "Há quem diga que a bebida é um vetor da violência. Mas ela é um vetor de muitas outras coisas. Tem pessoas que bebem para ficarem mais alegres. Não dá para vincular um pseudo aumento da violência apenas pela venda de bebidas", encerrou Domingos.
A reportagem tentou entrar em contato com o presidente João Humberto Martorelli, mas não obteve sucesso.
Diario de Pernambuco

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