TERREIRO DE PAI EDU GANHA TÍTULO DE PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL
No dia 12 de março de 2016, aniversário da cidade de Olinda, o Prefeito Renildo Calheiros assinou a declaração de Patrimônio Cultural Imaterial para o Terreiro de Pai Edu, aprovada pelo Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda. A assinatura será hoje, às 16h, na Prefeitura de Olinda.
A solicitação para essa declaração foi de iniciativa do próprio Prefeito Renildo Calheiros, que a entregou ao Presidente do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda em cerimônia realizada no Palácio de Iemanjá Assessu, no dia 12 de março de 2015.
O Babalorixá Pai Edu, fundador do Palácio de Iemanjá, destaca-se pela sua história religiosa/social e atuação política na resistência do povo de Santo no Brasil.
Eduim Barbosa da Silva, olindense de Rio Doce, nascido em 01/05/1934 numa família de quinze irmãos postula primeiro ser padre mas sua verdadeira vocação o leva em 1951 para a casa que depois ele reconstrói transformando-a em Palácio de Iemanjá no Alto da Sé. Iniciado no Candomblé por José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sítio de Pai Adão, o também Juremeiro, Pai Edu, nos anos 60 consegue fazer o Palácio de Iemanjá um dos centros mais conhecidos no Brasil no que se refere à cultura de matriz afro/indígena/católica brasileira. A Casa como templo religioso fica marcada por envolver-se em projetos e ações sociais promovidas pelo seu fundador, sendo frequentada por figuras representativas da sociedade brasileira nas artes, na cultura, na política e no esporte assim como pelo povo em geral.
Pai Edu na sua luta de resistência a favor do culto e de tradições ajuda a elaborar e promulgar leis como a Edmir Regis que afasta dos cultos a fiscalização policial. Por sua trajetória, torna-se símbolo, referência e agrega valores ao nosso Patrimônio Imaterial como ilustre filho de Olinda.

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