Diretor do Náutico confirma sondagem por Adriano, mas que só houve um contato inicial
Adriano foi apresentado recentemente, jogou, mas está de volta ao Rio de Janeiro e não sabe se volta a Miami
Segundo Emerson Barbosa, empresário do atacante se mostrou aberto à negociação
No último domingo, Adriano estreou com a camisa do Miami United, franquia da qual é acionista e que disputa a National Premier Soccer League (NPSL) - correspondente à quarta divisão dos EUA. Logo após a partida, o atacante veio ao Brasil e já comunicou ao clube norte-americano que não vai participar da partida que acontece neste fim de semana. Sabendo da insatisfação do jogador com algumas situações na equipe da Flórida, o diretor alvirrubro Emerson Barbosa tomou a iniciativa de saber junto de seu agente acerca da possibilidade da vinda do “Imperador” ao Náutico. E recebeu um aceno positivo para que as negociações possam ser iniciadas.
“A gente vem sempre acompanhando as movimentações do mercado. Procurei entrar em contato com o empresário dele para entender se havia espaço para conversar”, começou por explicar o dirigente timbu. “Lá ele é acionista do clube. Mas não descartou as possibilidades de um projeto interessante. E está disponível”, prosseguiu Barbosa, que falou sobre o interesse do jogador em atuar em um clube nordestino. “Ele se mostrou muito receptivo ao Nordeste, Adriano sempre disse que a torcida nordestina e do Náutico é muito calorosa, apoiam muito as equipes”, acrescentou.
Barbosa, contudo, fez questão de esclarecer que tudo não passa de “uma situação muito embrionária”, que sua conversa com o agente de Adriano “foi apenas uma consulta”. Por essa razão, sequer foi falado sobre a questão financeira. “Não tratamos de números”, assegurou, embora considera que a questão financeira não viria a ser um problema para uma negociação futura. “Pelo que eu tenho conhecimento pela imprensa, não seria um patamar impossível de se conversar”, disse. “Mas, obviamente, seria preciso ter um plano muito forte de marketing, para tentar viabilizar uma contratação de um jogador como ele”, reconheceu.
Além de um plano de marketing, o Náutico também pensaria em um contrato de risco. “Não tratamos desse assunto, mas é natural que você proponha um contrato de performance. Para ser bom para o clube e o atleta”, afirmou, citando experiências de Ronaldo, Ronaldinho como exemplos.
Falta conversar com Gallo
Além de ter sido apenas uma sondagem, sem discussão acerca de questões financeiras e contratuais, Emerson Barbosa ainda faz questão de lembrar que é preciso ter o aval do técnico Alexandre Gallo à contratação. E não só. “Tem que ter o envolvimento do treinador, do presidente”, reconhece. “Como a gente tem reuniões constantes, os nomes que a gente tem como consenso, a gente realmente parte para definir. Mas quando a gente observa uma possibilidade no mercado, a gente tem liberdade para entrar em contato. Mas não entra em valores, nem fecha contratação sem falar com o restante da diretoria”, explicou.
Diario de Pernambuco

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