quinta-feira, 23 de junho de 2016

OPERAÇÃO CUSTO BRASIL - PEDIU PRA SAIR

APÓS SER PRESO, SECRETÁRIO DE HADDAD PEDE EXONERAÇÃO
APÓS O ANÚNCIO DA PRISÃO DE CORREIA, NO INÍCIO DA MANHÃ DESTA QUINTA-FEIRA, HADDAD CANCELOU O COMPROMISSO PÚBLICO QUE ESTAVA PREVISTO EM SUA AGENDA (FOTO: FERNANDO PEREIRA/SECOM)

VALTER CORREIA É INVESTIGADO NA OPERAÇÃO CUSTO BRASIL, DEFLAGRADA NESTA QUINTA

O secretário municipal de Gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), Valter Correia da Silva, pediu exoneração do cargo após ser preso na Operação Custo Brasil, na manhã desta quinta-feira, 23.
“O secretário municipal de Gestão, Valter Correia da Silva, solicitou por meio do seu advogado, na manhã de hoje (23), exoneração do cargo, para poder se defender de acusações, que são alheias à administração municipal”, disse a Prefeitura em nota.
Após o anúncio da prisão de Correia, Haddad cancelou o compromisso público que estava previsto em sua agenda. A previsão, de acordo com sua assessoria, é que o Haddad permaneça na sede da prefeitura durante todo o dia, oficialmente dedicado a “despachos internos”.
Correia foi um dos presos na operação que apura desvios de mais de R$ 100 milhões em propinas, entre 2010 e 2015, de contrato no Ministério do Planejamento, que teve como alvo central o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações) nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Ele é apontado como um dos beneficiários da propina desviada do contrato da empresa Consist Software, no Ministério do Planejamento para serviços do sistema de empréstimos consignados dos servidores federais. O esquema foi descoberto pela força-tarefa da Operação Lava Jato, que em agosto de 2015 prendeu o ex-vereador do PT Alexandre Romano, alvo da 18ª fase (Pixuleco II). 

Diario do Poder

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