Sem marcar há 219 minutos, Santa Cruz vive um momento de contradição em seu ataque
Por conta do começo arrasador, o Santa Cruz ainda tem o segundo melhor ataque da Série A
Último gol marcado pelo Tricolor foi na partida contra a Chapecoense
O momento é uma contradição. Por conta do começo arrasador, o Santa Cruz ainda tem o segundo melhor ataque da Série A, com 11 gols marcados. O atacante Grafite, principal destaque do time, que deixou sua marca nas três primeiras rodadas, ainda segura a artilharia do Brasileiro, com seis gols, mas vem passando em branco desde a terceira rodada, contra o Cruzeiro.
O bom aproveitamento das oportunidades criadas foi o grande mérito do Santa Cruz em seu início arrasador. Isso, no entanto, não vem se repetindo nos últimos três jogos. Na derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, o Tricolor fez uma boa partida, mas não conseguiu marcar o gol. Grafite teve a melhor chance coral, aos 21 minutos do segundo tempo, mas pegou errado na bola, que foi para fora. Seria o empate da equipe.
Aos 37 anos, Grafite vem de duas atuações bem abaixo do que apresentou nas primeiras rodadas. A sequência de jogos pode estar pesando para o jogador. Ano passado, na Série B, o atacante foi poupado de algumas partidas, para ter um tempo maior de recuperação. Até o momento, isso não aconteceu. Nesta semana, pelo menos, com um intervalo maior entre as rodadas, ele poderá descansar mais - o Tricolor volta a campo no domingo, às 19h, para enfrentar o Santos, no Arruda.
O tempo será preciosa não só para Grafite. O Santa Cruz vem sofrendo com o desgaste de outros jogadores. Titulares absolutos, Keno e Arthur ficaram no banco de reservas diante da Chapecoense, dando lugar a Wallyson e Everaldo. Os dois foram acionados apenas no segundo tempo. Com o descanso, devem retornar ao time. O técnico Milton Mendes, inclusive, concedeu dois dias de folga para o grupo, uma exceção. A equipe só retorna aos treinos na terça-feira.
Diario de Pernambuco

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