sábado, 10 de setembro de 2016

MILITAR INFILTRADO

Infiltrado entre manifestantes é capitão do Exército

Willian Botelho é militar da área de inteligência e se apresentava no Tinder e no Facebook como Balta Nunes
Apontado como infiltrado num grupo de manifestantes anti-Temer que acabou preso em controversa ação da polícia no domingo, Willian Pina Botelho, que se apresentava nas redes com o nome de Balta Nunes, é capitão do Exército. "Estudamos juntos no Instituto Gammon, em Lavras (MG)", disse a este jornal um conhecido do militar, que não quis se identificar. Segundo ele, Botelho é "sério, estudioso" e iniciou sua carreira no Exército no setor de leilões. Ao menos desde 2013, está no serviço de inteligência do Exército.
Na segunda-feira, EL PAÍS adiantou que Balta, como até então era conhecido, fora apontado como o infiltrado por alguns dos manifestantes detidos e liberados por decisão da Justiça na segunda-feira, que considerou a prisão irregular
Botelho é oficial do Exército, bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras e mestre em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Em novembro de 2013 publicou um artigo na revista A Lucerna, uma publicação da Escola de Inteligência Militar do Exército. Discorreu sobre A inteligência em apoio às operações no ambiente terrorista. Segundo o portal da Transparência, o militar está na ativa desde 1998, o que significa que não se afastou das funções para se infiltrar entre os manifestantes.

El País - Mariana Rossi

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