domingo, 16 de outubro de 2016

ELEIÇÕES 2016 - OLINDA

Antônio acusa Lupércio de usar empresas fantasmas

Qual gabinete político precisaria tirar mais de 23 mil cópias de documentos por mês? Os números que chamam a atenção são do gabinete do deputado estadual Professor Lupercio, candidato à Prefeitura de Olinda. De acordo com a prestação de contas feitas à Alepe, três empresas que estariam emitindo notas fiscais para o gabinete podem ser fantasmas, já que, nos endereços declarados, não funcionam nenhuma das atividades declaradas, segundo denúncia do candidato do PSB a prefeito de Olinda, Antônio Campos. 
Em nota distribuida com a Imprensa, o socialista afirma que, segundo prestação de contas publicada no site da Assembleia, entre os meses de janeiro a agosto de 2016, o gabinete do Professor Lupércio gastou R$ 37.140,00 com fotocópias de documentos. "As notas foram emitidas pela empresa S e SSILVA ENTREGAS RÁPIDAS LTDA., cuja sede ficaria no bairro de Ouro Preto, em Olinda. No entanto, no endereço declarado à receita federal, não funciona nenhuma empresa semelhante", relata o candidato. 
Outras duas empresas, de acordo com ele, que seriam responsáveis pelo fornecimento de material de expediente para o gabinete, também podem ser consideradas fantasmas, já que nos endereços declarados também não funciona nenhuma atividade comercial. "No endereço da Mix.com, em Ouro Preto, que emite todo mês cerca notas fiscais no valor de R$ 5 mil, existe um brechó. Já no local onde deveria funcionar a sede da “Turma do Kakinho”, que apresenta em seu objeto os mais variados serviços, que vão desde a comercialização de peças para carros, bebidas, CDs e artigos de papelaria até a fabricação de chocolates, existe uma associação de moradores", afirma nota de Antônio. 
As fotos dos locais, segundo ele, foram anexadas na Representação para Investigação feita ao Ministério Público pela sua equipe do escritório Campos Advogados. "A iniciativa tem como objetivo apurar se os indícios de fraudes são verdadeiros e desmontar o que parece ser um esquema de desvio de verba pública", afirma. 


por Magno Martins

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