Menos dependente de Neymar, Seleção Brasileira cresce em poderio ofensivo; veja números
Suspenso, Neymar será desfalque no próximo jogo
Goleada por 5 a 0 sobre a Bolívia nessa quinta-feira encheu equipe de moral
Em três jogos de Tite na Seleção, a equipe marcou dez gols, apenas um a menos dos que os 11 marcados nas seis rodadas das Eliminatórias sob o comando de Dunga. A construção desses últimos gols chama a atenção pela distribuição da artilharia entre variados jogados. Os artilheiros são Gabriel Jesus e Neymar, com três cada um, fora gols marcados pelo zagueiro Miranda, pelo lateral Filipe Luís, pelo meia Philippe Coutinho e pelo atacante Roberto Firmino.
A artilharia variada se contrapõe, por exemplo, ao período de maior sucesso da Era Dunga. O aproveitamento de 75% dos pontos em amistosos nesta segunda passagem dele, entre agosto de 2014 e junho de 2016, foi construída com uma grande dependência de Neymar. Em 2014 e 2015, dos 24 gols da Seleção Brasileira nesses compromissos não-oficiais, 11 foram do atacante do Barcelona.
"O pessoal do ataque estava solto, criando chances, com muita criatividade e o pessoal lá atrás bem atento para marcar o contra-ataque deles. Foi um grande jogo e temos que continuar nessa trajetória", elogiou o lateral Filipe Luís na saída de campo na Arena das Dunas depois de bater a Bolívia. Ele marcou o terceiro gol, ao receber passe de Neymar. "A gente construiu um jogo coletivo, deixou tudo mais fácil. Estamos com padrão do início ao fim, buscando o gol", disse o meia e capitão Renato Augusto.
O curioso dessa maior distribuição de gols entre os jogadores, é que o próprio Neymar acabou beneficiado. Os três gols dele nas Eliminatórias foram todos marcados depois da chegada de Tite ao cargo. O desafio para o treinador será na próxima terça-feira montar o time sem o atacante pela primeira vez desde que assumiu a Seleção. Neymar terá de cumprir suspensão e não enfrentará a Venezuela.
Agência Estado

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