quarta-feira, 23 de novembro de 2016

NÁUTICO - O SÍMBOLO DA SUPERAÇÃO

Torcedor símbolo de superação, Lucas Lyra visita treino do Náutico antes de partida decisiva

Visita foi teste para Lucas Lyra poder acompanhar o jogo deste sábado na Arena de Pernambuco

Alvirrubro foi alvo da violência em 2013 e superou quadro quase irreversível


Pela primeira vez, desde que foi alvo da violência que acomete os dias de jogos de futebol em Pernambuco, o torcedor do Náutico Lucas Lira pôde sair de casa para acompanhar um treinamento do clube do coração. Baleado na cabeça no dia 16 de fevereiro de 2013, o jovem atualmente com 23 anos conseguiu reverter todas os prognósticos médicos ao simplesmente sobreviver. Na época, a chance era equivalente a 1%. Inspiração para qualquer cidadão, Lucas mexeu com o brio dos atletas do Náutico na tarde desta quarta-feira.

A vinda ao Centro de Treinamento Wilson Campos, inclusive, foi um teste para que Lucas seja liberado pelos médico para acompanhar ao jogo do Timbu no próximo sábado, na Arena de Pernambuco. A partida pode selar o acesso alvirrubro à Série A, em caso de vitória sobre o Oeste combinada a tropeços de Vasco e/ou Bahia.

Vários atletas do elenco vieram até Lucas Lyra antes do treino para dar um abraço no torcedor e trocar palavras de carinho. "É uma comparação desleal, o que ele passou é que é luta, o que a gente passa é pressão de trabalho. Isso é uma história de vida, superação e nos traz inspiração para a vida, independentemente de trabalho. E é maravilhoso encontrar um cara com essa força. Vamos fazer de tudo para te dar alegria no sábado", disse o meia Marco Antônio. "É um lutador como o Náutico sempre foi", acrescentou o presidente em exercício Ivan Brondi.

O bate-papo com o goleiro Júlio César já foi mais cheio de intimidade. Os dois já se conhecem há mais tempo. “Vai ficar nervoso?”, perguntou Júlio. “Estarei lá. O teste foi hoje”, respondeu o torcedor. “Soube que você é pé quente. A gente vai fazer o nosso e, se Deus quiser, vai dar tudo certo”, disse Júlio para, em seguida, ouvir a resposta ousada. “Mas sabe o que eu quero mesmo? É ser campeão brasileiro”, sentenciou Lucas. “Vamos subir primeiro”, concluiu Júlio, sorrindo em meio à conversa.



Diario de Pernambuco

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