sábado, 19 de novembro de 2016

NÁUTICO - PRECISA VENCER

Em busca de mais um acesso, Givanildo Oliveira enfrentará com o Náutico situação inédita

Ainda que precise "secar", Givanildo ressalta a necessidade do Náutico fazer sua parte neste sábado

Técnico do Timbu que mais subiu de divisão no Brasileiro, comandante se depara com situação inédita no Alvirrubro e precisa torcer contra rivais


O Náutico tem no comando técnico o maior especialista em acessos no futebol brasileiro. Givanildo Oliveira soma seis em sua carreira. Cinco vezes à Série A e uma à Série B. Em todas as vezes, os times comandados por Givanildo ou subiram antecipadamente ou chegaram às últimas rodadas dependendo dos seus próprios resultados. Diferente de agora. Para conquistar o sétimo feito, o primeiro com o Timbu, o treinador precisa não só fazer o seu papel bem feito. Depende de tropeço dos adversários nos dois últimos jogos que restam. 

Dos seis acessos, apenas dois foram conquistados na era dos pontos corridos. Ambos de forma antecipada. Em 2006 - primeiro ano sem fases de mata-mata -, assim como na atual temporada do Alvirrubro, Givanildo assumiu o Sport no decorrer da competição. Teve mais tempo para trabalhar daquela vez. E garantiu a vaga na Série A na 36ª rodada, com uma goleada sobre o Brasiliense, na Ilha. Conquista semelhante à do ano passado. Na penúltima rodada, após empatar com o Ceará, o América-MG subiu de divisão. 

As demais conquistas envolveram fases decididas em mata-mata. Em todas elas, as equipes comandadas por Givanildo tiveram o mando de campo como ponto forte, sobretudo em 2001 e 2005, quando Paysandu e Santa Cruz lideraram com folga as primeiras fases. No Tricolor, inclusive, o acesso foi de forma invicta como mandante. Com o treinador desde o início da temporada no clube, alcançou a marca de 45 jogos sem perder no Arruda. 

Com o técnico, o Náutico também está invicto em casa, com aproveitamento de 90%. Não é 100% por conta do empate com o Bahia, um dos resultados que, no fim, pode ser apontado como um dos responsáveis pelo insucesso. 

Esperança
A toalha não foi jogada. Ainda há esperança. E parte dela pode estar baseada exatamente em um episódio em que o próprio Náutico foi a vítima no final. Em 1997, o América-MG, na época comandado por Givanildo, apresentou momentos de dificuldades e avançou na primeira fase apenas em terceiro lugar do grupo.  Reergueu-se. Liderou o segundo quadrangular e, no final, sagrou-se campeão, justamente em cima do Alvirrubro, com um 3 a 0 que impediu o acesso do Náutico naquele mesmo ano. 

Acessos de Givanildo Oliveira 

1997 
Para a Série A, com o América-MG 

2001 
Para a Série A, com o Paysandu 

2005 
Para a Série A, com o Santa Cruz 

2006 
Para a Série A, com o Sport 

2009 
Para a Série B, com o América-MG 

2015 
Para a Série A, com o América-MG 

Time mais ofensivo 
O técnico Givanildo Oliveira não fez mistério para quem entrará na vaga de Marco Antônio, lesionado. Esquerdinha será o eleito e se juntará ao restante da base do time alvirrubro, que será repetida. Com o meia em campo, a equipe fica mais ofensiva e atende ao que o técnico deseja da equipe para está partida. 

Adversário 
Bom no ataque, ruim na defesa 
O Náutico tem que ficar atento ao ataque do Tupi. Foram seis gols nos dois últimos dois jogos. O problema é que a defesa da equipe, que já está rebaixada, sofreu nove gols. Ou seja: se o Timbu souber se postar bem defensivamente e ser eficiente nas finalizações, pode sair de Juiz de Fora com os três pontos.  

FICHA DO JOGO 

Tupi 
Rafael Santos; Douglas, Gabriel Santos, Bruno Costa e Luiz Paulo; Renan Teixeira, Marcos Serrato, Marcel e Hiroshi; Jonathan e Giancarlo. Técnico: Júlio Cirico. 

Náutico 
Júlio César; Joazi, Rafael Pereira, Igor Rabelo e Gastón; Rodrigo Souza, João Ananias, Vinícius e Esquerdinha; Rony e Bérgson. Técnico: Givanildo Oliveira. 

Data:19/11/16 
Horário: 15h30 
Estádio: Municipal de Juiz de Fora 
Árbitro: Francisco de Paula dos Santos Silva Neto (RS) 
Assistentes: Lúcio Beiersdorf Flor (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS) 


Diario de Pernambuco

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