terça-feira, 6 de dezembro de 2016

SANTA CRUZ - ATACANTES DEVEM SAIR

Números do ataque do Santa contrastam com queda, mas peças do setor devem deixar o clube

Dos 45 gols que o Santa Cruz fez no Brasileiro, 33 saíram dos pés dos atacantes, ou seja, 73,3% do total

A uma rodada do fim do Brasileiro, Tricolor é o décimo time que mais fez gols; de todos os atacantes, Grafite é o que tem mais chances de permanecer para 2017


Todos no Arruda assumem uma parcela da culpa pelo rebaixamento do Santa Cruz à Série B. Direção de futebol, presidente, comissão técnica e elenco dividem cada demérito da campanha. Uns erraram mais, outros menos. Entre aqueles com menor responsabilidade pela queda, porém, estão os jogadores do setor de ataque. A uma rodada do fim do campeonato, o setor acumula números razoáveis. A goleada por 5 a 1 sobre os reservas do Grêmio, na rodada passada, foi só mais um indicativo da importância que os atletas da linha de frente coral podem ter para um 2017 na Segunda Divisão. Mantê-los no clube, no entanto, será uma tarefa complicada.

O Santa Cruz fez 45 gols no Brasileiro e é o décimo time de melhor ataque na competição em números absolutos, ao lado do Cruzeiro. Deles, 33 saíram dos pés dos atacantes, ou seja, 73,3% do total. São 13 de Grafite, dez de Keno, seis de Arthur, três de Bruno Moraes e um de Lelê, que não integra o elenco desde setembro ao ser emprestado para o Ceará. O vínculo desse último com o Tricolor se encerra no fim deste ano e uma renovação não é cogitada pela diretoria, pelo menos por enquanto. O intuito da cúpula coral, contudo, era de seguir com todas os outros jogadores do ataque. Todos os que fizeram gols, aliás.

Marion e Wallyson, os outros dois atacantes do elenco que não balançaram as redes no Brasileiro (e tampouco tiveram atuações convincentes), já deixaram o Arruda. Com pré-contrato assinado com o Palmeiras, Keno já está de férias e o Santa Cruz aguarda apenas um valor de cerca de R$ 690 mil por uma “taxa de vitrine” que tem a receber do São José-RS, dono dos direitos econômicos do atacante. Arthur, por sua vez, se valorizou no mercado e, segundo informações apuradas pela reportagem, o Londrina não deve aceitar um reempréstimo ao Tricolor.



Diario de Pernambuco

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