quinta-feira, 9 de março de 2017

TROCANDO TAPA NA PRISÃO

Cabral troca socos na cadeia com seu ex-operador

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e Carlos Emanuel Miranda, seu ex-operador, brigaram na semana passada na cadeia em Bangu 8, logo após o carnaval. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, os dois foram apartados e não chegou a se tornar uma pancadaria.
O motivo da troca de socos entre os dois teria sido uma divergência sobre a delação conjunta que Cabral tenta alinhavar. Miranda teria a intenção de entregar figuras importantes do Poder Legislativo do Rio de Janeiro. Cabral, não.
Miranda foi o intermediário, segundo relatos, no recebimento de propina da Andrade Gutierrez nas obras da reforma do Maracanã para a Copa de 2014, do Arco Metropolitano e do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio). Ele é casado com uma prima do ex-governador. Delatores o classificam como homem de confiança de Cabral.
Miranda foi sócio de Maurício, irmão de Cabral, na LRG Consultoria e Participações Ltda, em 1999, e também fundou com o ex-governador a SCF Comunicações em 2003.
A primeira aparição de Miranda nas investigações da Polícia Federal data de 2008, quando Sérgio Cabral estava no segundo ano de governo.
Miranda surgiu na Operação Castelo de Areia, que investigava a Camargo Corrêa. No relatório da PF, havia uma menção ao pagamento de R$ 177.520 mensais ao ex-governador. O acerto teria sido negociado por Wilson Carlos Carvalho, secretário de Governo naquele período.
Segundo agentes da PF, Miranda era quem transitava com as malas de dinheiro do esquema. Na contabilidade apreendida pela PF, na época, com o operador Kurt Paul Pickel, era identificado pelo apelido de "Avestruz".

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