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sábado, 18 de novembro de 2017

NÁUTICO - ESTRESSE TOTAL

“Eu me excedi, mas por estresse”, diz Roberto

                                   Lances de Náutico x Londrina, pela Série B do Brasileiro                                              Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Treinador reavaliou seu estilo no clube, mas frisou: “Não faço lobby com ninguém”

Em sua quarta passagem pelo Náutico, o técnico Roberto Fernandes fez uma avaliação do seu trabalho em 2017. Sempre direto, ele não escondeu que cometeu alguns “excessos”, mas fez questão de reforçar que o nível de estresse do clube foi o gatilho para algumas cenas de destempero. Ainda assim, indicou que, após 18 anos de carreira, não mudará seu perfil de trabalho. Confira trechos da coletiva de imprensa desta sexta (17), no CT Wilson Campos.

Acima da média

Nos dois últimos anos saí um pouco da minha rota em termos de números de equipes que trabalhei na temporada. Eu praticamente iniciava e fechava um temporada no mesmo clube. Tenho uma média de ficar em um time por pelo menos seis meses. No Brasil, a média dos técnicos é de três. 

Relacionamento com atletas

Ninguém fica todo esse tempo se não tiver o entendimento e parceria com jogadores. Existem situações e situações. Em determinados jogos, se faziam necessárias (broncas) porque eu estava vendo o clube afundando e via que o time estava no limite. Tentava motivar, instigar o jogador. Às vezes isso tem um limite e você passa dele. Sem dúvida alguma em alguns momentos eu me excedi. Mas é pelo nível de estresse, de problema. Chamei dois jogadores que usaram faixa de capitão nesse grupo: Aislan e Amaral. Perguntem se eles me achavam um cara justo e correto, que toma cobranças fundamentadas. Disseram que eu era justo. Dormi tranquilo.

Erros dentro e fora de campo

O treinador que assume o Náutico na condição que assumi...não fui o primeiro nome a ser falado. Por que os outros não aceitaram? Porque sabiam o tamanho do problema. Você pode falar de salário atrasado, erro de montagem, mas vamos chegar no ponto de falar sobre rendimento dos atletas. E nem todos gostam de cobrança. Tive a tranquilidade de dizer a diretoria o que faltou fora de campo, mas falei aos atletas o que faltou dentro de campo também. 

Experiência e estilo 

Ano que vem faço ‘maioridade’ em brasileiros de forma ininterrupta. Não estou aqui para agradar alguém. Quem gosta do meu estilo, tudo bem, quem não gosta, paciência. Isso faz parte. Ano que vem faço 18 anos nesse trabalho, com alegrias e tristezas. Conquistei títulos e rebaixamentos. Dirigente que me contrata, me conhece. Não faço lobby com ninguém. Quando me chamam, conversam com ex-diretores onde trabalhei. Ai vão dizer meu perfil, onde posso ajudar ou não. Quero somente ter a tranquilidade de botar a cabeça no travesseiro e não ser injusto com ninguém.



FolhaPE

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