Roberto defende base e cita Aflitos como trunfo em 2018
Roberto lamenta desempenho do clube na Arena Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Treinador indicou que últimos jogos servirão para observar quais peças continuarão no elenco
“Não posso ser leviano ou covarde com a molecada. Estamos procurando dar maturidade a eles, colocando em um jogo com hostilidade da torcida, por exemplo. Já dirigi três, quatro equipes que foram rebaixadas no ano anterior. O nível de paciência da torcida com jogador remanescente é baixo. Estamos dando oportunidade, observando no treinamento e nos jogos”, citou, indicando especificamente os exemplos do meia Cal e do atacante Gerônimo.
Ainda sobre o próximo elenco, Roberto apontou que o clube precisará observar não somente a qualidade técnica dos reforços, mas sim o empenho. “Futebol está ficando sujo. Há 20 anos, ninguém envolvia a palavra comprometimento no clube. Jogadores ficavam seis, sete anos, 10 anos. Casos como o de Rogério Ceni e Magrão eram normais. Hoje o clube cai e amanhã cada um segue sua vida. Precisamos analisar muito essa questão de perfil (de atleta). Não basta contratar um bom jogador. Temos que contratar o certo e, sobretudo, o que você pode pagar”, frisou.
Aflitos
Em sua quarta passagem pelo clube, o treinador recordou que sempre teve um bom aproveitamento jogando em casa pelo Náutico. Em 2017, porém, o desempenho não foi o esperado. Por isso ele voltou a salientar a necessidade de o time voltar aos Aflitos. “O grande trunfo do Náutico em 2018 será esse. Nada contra a Arena, mas num espaço que cabe 60 e só vem cinco mil, o peso é um. Num espaço que cabe 18, cinco mil tem outro peso. Essa é minha quarta passagem pelo clube e a maior diferença é que não fomos mandantes. Olha quantas derrotas tive nos Aflitos. Estou falando de Série A, não Série B”, pontuou.
FolhaPE

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