quarta-feira, 1 de novembro de 2017

SPORT - LUTANDO CONTRA AS FALHAS

Em busca de difícil classificação na 'Sula', Sport luta contra falhas no jogo aéreo defensivo

Na rodada passada da Série A, Sport passou sufoco no jogo aéreo diante do Coxa e tensionou torcida

Leão sofreu 16 gols de cabeça na Série A, um na 'Sula' e deve melhorar fundamento para ampliar chances de passar pelo Junior Barranquilla


Bola alçada na área do Sport é uma aflição para a torcida rubro-negra. Não de hoje, o erro no jogo aéreo tem sido repetido pela equipe. Depois da saída do técnico Vanderlei Luxemburgo, o interino Daniel Paulista não teve tempo para corrigir esse grave defeito, e o Leão voltou a ser vazado de cabeça na reestreia dele no comando do time. Na derrota por 4 a 3 para o Coritiba, pela Série A, o Rubro-negro contabilizou novos sustos pelo alto e mais um gol sofrido a partir de testadas dos adversários. Para o “milagre” de avançar na Copa Sul-Americana, a falha precisa ser urgentemente corrigidas ou - pelo menos - minimizada. 

Vazado 47 vezes em 31 rodadas durante o Brasileirão, o Sport só não sofreu mais gols até aqui que Vitória e Atlético-GO  - os dois últimos colocados do campeonato, com um a mais. Muito desse mau retrospecto se deve à ineficiência da retaguarda leonina em afastar as bolas cruzadas dentro da área. De todos gols que levou na Série A, 16 foram em cabeçadas após lances pelo alto - ou seja, 34% do total. Na Sul-Americana, a equipe teve ainda a suas redes balançadas uma vez dessa forma. 

Diante do Coritiba, as possibilidades de cruzamentos na área do Sport viravam momentos de tensão nas arquibancadas da Ilha do Retiro. A cada de escanteio para o Coxa, por exemplo, a aflição na torcida era semelhante a da marcação de uma falta frontal ou mesmo de um pênalti a favor do adversário. 

Um tormento que não é recente. Há mais de um mês, o Superesportes já publicava a primeira reportagem relatando a falta de aptidão do Rubro-negro nas jogadas por cima. Um problema que Vanderlei Luxemburgo não conseguiu resolver. A missão agora está nas mãos de Daniel Paulista.

Pouco tempo para se aperfeiçoar

O Sport chegou a Colômbia nessa terça após viagem de 16 horas desde o Recife. Treinou e só conta com o trabalho desta quarta para, quinta, tentar reverter fora de casa o 2 a 0 sofrido na Ilha do Retiro para o Junior Barranquilla. Daniel Paulista, portanto, não terá como aperfeiçoar o fundamento como gostaria esta partida volta das quartas de final da Sul-Americana. Mas o interino deixou em aberto a possibilidade de fazer mudanças até de peças para os compromissos seguintes da temporada, em que o Leão vive sob a ameaça de rebaixamento na Série A. 

“Eu precisaria de tempo. Tempo eu não tenho e nem vou ter, principalmente nesta semana agora. Tempo para treinar vai ser praticamente inexistente, mas a gente vai tentar algumas situações em termo de possibilidade de atletas. Tentar testar uma nova formação para que a gente busque uma liga para diminuir o número de erros que cometemos”, pontuou.

Diario de Pernambuco

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