segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

ELEIÇÕES 2018

Alckmin soou como cabo eleitoral de Bolsonaro


''O povo está enojado, irritado com todos nós”, disse FHC na convenção nacional do PSDB. Em timbre professoral, ele indicou um caminho: ''Nós temos que nos reconectar com a vida. É preciso enfrentar os temas tais como eles são.'' O guru do tucanato enumerou meia dúzia de inquietações do brasileiro. O primeiro item de sua lista foi o seguinte: “Decência.” Geraldo Alckmin discursou na sequência. Guindado ao topo da hierarquia partidária, o presidenciável tucano despejou sobre o microfone 1.422 palavras. E não falou sobre “corrupção”. Nem sinal de “Lava Jato”. O discurso de Geraldo Alckmin pede uma tradução.
“Quero agradecer aos outros partidos que nos honram com suas presenças. O PPS, PSD, PSC, PR, PSB, PTB…”
(Ao citar os partidos que aceitaram o convite para enviar representantes à convenção tucana, Alckmin quis dizer que concorda que a política enoja e irrita. Mas vai à campanha presidencial atado à maior coligação partidária que for capaz de compor. Incluirá até o PR de Valdemar Costa Neto e o PTB de Roberto Jefferson. Sim, é verdade que Jeffersons, Valdemares e outros azares não cheiram bem. Mas o povo e FHC sempre poderão tapar o nariz.)
“Quero agradecer a generosidade de dois grandes líderes, o senador Tasso Jereissati e o meu colega Marconi Perillo. São esteios do nosso partido.”

Josias de Souza

Nenhum comentário:

Postar um comentário