Alckmin soou como cabo eleitoral de Bolsonaro
''O povo está enojado, irritado com todos nós”, disse FHC na convenção nacional do PSDB. Em timbre professoral, ele indicou um caminho: ''Nós temos que nos reconectar com a vida. É preciso enfrentar os temas tais como eles são.'' O guru do tucanato enumerou meia dúzia de inquietações do brasileiro. O primeiro item de sua lista foi o seguinte: “Decência.” Geraldo Alckmin discursou na sequência. Guindado ao topo da hierarquia partidária, o presidenciável tucano despejou sobre o microfone 1.422 palavras. E não falou sobre “corrupção”. Nem sinal de “Lava Jato”. O discurso de Geraldo Alckmin pede uma tradução.
“Quero agradecer aos outros partidos que nos honram com suas presenças. O PPS, PSD, PSC, PR, PSB, PTB…”
(Ao citar os partidos que aceitaram o convite para enviar representantes à convenção tucana, Alckmin quis dizer que concorda que a política enoja e irrita. Mas vai à campanha presidencial atado à maior coligação partidária que for capaz de compor. Incluirá até o PR de Valdemar Costa Neto e o PTB de Roberto Jefferson. Sim, é verdade que Jeffersons, Valdemares e outros azares não cheiram bem. Mas o povo e FHC sempre poderão tapar o nariz.)
“Quero agradecer a generosidade de dois grandes líderes, o senador Tasso Jereissati e o meu colega Marconi Perillo. São esteios do nosso partido.”
Josias de Souza

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