domingo, 28 de janeiro de 2018

SPORT - POUCO DINHEIRO

Com menos dinheiro em 2018, Sport investe em reforços com contrato curto e por empréstimo

Principal reforço, Marlone assinou contrato de empréstimo até fim do ano com aval do Corinthians


Reforços vêm para ficar até fim do ano assim como aconteceu em 2015, quando time acabou perdendo a base ao fim do Brasileiro após sucesso


O Sport não se acanhou em gastar cifras milionárias para adquirir jogadores no mercado nos últimos anos. Mas agora o clube foi obrigado a mudar de política. Em período de austeridade financeira, a diretoria não fez nenhum grande investimento por atletas. Optou apenas por reforços cujos contratos são todos por empréstimo. Sempre curtos, até dezembro de 2018. Sem o mesmo poder de compra de antes, o Rubro-negro trouxe peças com “prazo de validade” definido. Caso deem certo, demandarão um maior esforço financeiro para seguirem na Ilha do Retiro na próxima temporada. 

reforços do Sport, por empréstimo até dezembro de 2018
- Felipe Rodrigues: lateral-direito (emprestado do Diadema-SP)
- Léo Ortiz: zagueiro (emprestado pelo Internacional)

- Anselmo: volante (emprestado do Internacional)

- Capa: lateral-esquerdo (emprestado do Avaí)

- Pedro Castro: volante (emprestado do Tombense-MG)

- Marlone: meia (emprestado do Corinthians)

- Gabriel: meia-atacante (emprestado do Flamengo)

Jogadores cujos contratos não vencem no fim do ano e não chegaram nesta temporada

- Até 31/12/2019: Agenor, Samuel Xavier e Lenis

- Até 28/02/2020: Juninho e Evandro

- Até 31/12/2020: Índio, Fabrício e Thallyson

- Até 15/05/2021: Rogério

- Até 08/02/2022: Rithely

- Até 31/01/2022: Everton Felipe

- Até 03/02/2022: André

Atrasos de salários de atletas e funcionários, dívidas com clubes pelos quais negociou alguns jogadores e a solicitação do executivo para antecipação de cotas no Conselho Deliberativo foram sinais que os cofres leoninos estão menos cheios. Efeito disso foram seis reforços mais baratos que os de anos recentes. Alguns deles, inclusive, a custo zero.

Se de 2014 para cá, o Sport desembolsava valores exorbitantes para obter no mercado nomes como André, Diego Souza, Lenis, Rithely, Rogério e Régis, nesta temporada - invariavelmente - o clube recorreu a empréstimos. Para contar com Marlone, Léo Ortiz e Anselmo, por exemplo, a diretoria não precisou nem pagar nada aos clubes detentores dos direitos econômicos deles. Além do trio, os outros quatro reforços (Felipe Rodrigues, Capa, Pedro Castro e Gabriel) também foram cedidos ao Leão com vínculo só até o fim do ano.

A montagem de um elenco com validez pequena não é novidade na Ilha do Retiro. Situação semelhante aconteceu em 2015. Embora ainda usufruísse de alto poder de compra no mercado, há três anos o Sport montou um grupo com vários jogadores com contratos curtos e vindos por empréstimo. Na temporada seguinte, não evitou perdas de destaques como Diego Souza, Marlone e André (todos os três depois retornaram ao clube em outro momento). 

Raul Prata e Sander viram exceções

Dois jogadores que foram contratados ainda no ano passado pelo Rubro-negro, por outro lado, tiveram contratos estendidos por mais tempo nesta temporada: os laterais Raul Prata e, mais recentemente, Sander - agora vinculados ao Sport até 2019 e 2020, respectivamente. Ambos de valor de mercado menor, cujas negociações estiveram longe de envolver cifras tão exorbitantes como as de um passado recente. 

Além dos pratas da casa e dos dois laterais, o Sport só dispõe agora de seis jogadores com vínculos mais duradouros: o goleiro Agenor, o lateral-direito Samuel Xavier (emprestado de graça ao Atlético-MG até dezembro) e o volante Rithely além dos atacantes Rogério, Lenis e André.


Diario de Pernambuco

Nenhum comentário:

Postar um comentário