‘SE CABEM BUSCAS NAS FAVELAS, CABEM TAMBÉM NO CONGRESSO’, DIZ PROCURADOR
NO TWITTER, COORDENADOR DA FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO, NO PARANÁ, CRITICA 'MANDADO COLETIVO DE BUSCA E APREENSÃO' PARA ATUAR DURANTE A INTERVENÇÃO NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO RIO (FOTO: MARCELO CAMARGO/ABR)
COORDENADOR DA LAVA JATO CRITICA 'MANDADO COLETIVO DE BUSCA E APREENSÃO' DURANTE INTERVENÇÃO
A medida foi comentada por Deltan, no Twitter, nesta terça-feira, 20. “Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso. Aliás, as evidências existentes colocam suspeitas muito maiores sobre o Congresso, proporcionalmente, do que sobre moradores das favelas, estes inocentes na sua grande maioria”, afirmou o procurador.
Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que a ideia do mandado coletivo foi discutida durante reunião do presidente Michel Temer com os Conselhos de Defesa Nacional e da República. Os pedidos são limitados a busca e apreensão, pois os de captura, pela Constituição, têm de ser apresentados individualmente.
Ainda não há definição de como, quando e onde isso será feito. A ideia é que a ação, uma vez concedida, possa ser executada pelas Polícias Militar ou Civil ou pelas Forças Armadas.
A Advogacia-Geral da União (AGU) admite que a medida poderá ser judicializada e já se prepara para recorrer até ao Supremo Tribunal Ferderal (STF). “Caso uma decisão dessa natureza seja objeto de questionamento, caberá à AGU fazer a defesa do ato, até a última instância”, afirmou a advogada-geral da União, Grace Mendonça.
(AE)

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