sábado, 7 de abril de 2018

PERNAMBUCANO 2018

Presente no último título do Náutico, Kuki garante: 'O nome fica na história do clube'

Atual auxiliar técnico revelou também que irá se emocionar ao ver a Arena de Pernambuco lotada


Ex-atacante e atual auxiliar técnico do Náutico revelou que passa conselhos para os atletas do Náutico, principalmente para os mais novos


Se tem uma pessoa que viveu intensamente o Náutico, essa pessoa tem nome,sobrenome e apelido: Sílvio Luiz Borba da Silva, ou simplesmente Kuki. Quarto maior artilheiro do clube, com 179 gols, o ex-atacante estava em campo na última conquista alvirrubra. Foi em 2004, contra o Santa Cruz. Após perder em casa por 1 a 0, o Timbu conseguiu reverter a desvantagem e derrotar o rival por 3 a 0, claro, com a marca de Kuki. Agora o atual auxiliar técnico vive a expectativa de encerrar esse longo jejum, contra o Central neste domingo, na Arena de Pernambuco. 
Vivendo o “outro lado” agora, Kuki passa seus conhecimentos para os demais atletas. Quem mais aproveita são os atacantes. E como o atual elenco está recheado de jovens da categoria de base, o ex-atacante aproveita para dar dicas e passar tranquilidade. “Mais é o pessoal da casa, que é a primeira final como profissional. Tem jogadores aí que já disputaram final, mas os da casa, principalmente, pra mostrar o quão importante é ganhar um título, ainda mais no momento em que o Náutico está, que é de reconstrução”, explicou.

Kuki revelou o quanto importante é ganhar um título. “O nome fica na história”, revelou. Mas também deixou claro seu papel dentro do clube. “Tento passar a responsabilidade, mas também tranquilidade. Esse peso não pode ficar nas costas de um jogador de 17 anos. Tem que mostrar o lado positivo, que uma conquista vai ajudar profissionalmente”.

Sobre um possível paralelo do atual elenco com o time que levantou o último troféu em 2004, Kuki mais parecido uma comparação com o elenco de 2001. “Eu comparo muito com o ano de 2001, porque esse ano é um ano de reconstrução do Náutico, coisas novas sendo feitas aqui dentro. A única coisa que difere é a estrutura, que quando aquele grupo chegou em 2001 a estrutura do clube era precária. Hoje o pessoal chegou aqui com uma estrutura para trabalhar, com um hotel pra ficar. Hoje no Náutico você se preocupa única e exclusivamente em treinar e jogar futebol. Essa é a grande diferença”, detalhou, antes de completar a comparação. 

“O grupo é muito parecido com 2001. É muito unido e é de jogadores que buscam seu lugar ao sol. Eu chegando com 29 anos para 30. Foi o primeiro time de expressão e de capitão que joguei. Então tinha tudo isso. Tínhamos dois jogadores chaves que eram o Sangaletti e o Wallace e hoje tem o tem o Wendel e o Ortigoza, que tem uma carreira consolidada e agregam mais”.

Também sedento por uma nova conquista, assim como toda a torcida, Kuki revelou que a emoção vai ser grande antes mesmo da bola rolar. “Eu acho que chorar a gente vai chorar no momento que ver aquela Arena cheia. É um momento que você vê a torcida naquela agonia de 13 anos. Então eu vou torcer muito para os jogadores darem o melhor. Mas claro, sempre respeitando o adversário. O Central é uma equipe muito boa. Mas vou torcer muito para os jogadores darem seu melhor e conquistar o título que é de suma importância”, finalizou.


Diario de Pernambuco

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