Exoneração de Moro esvazia acusações do PT
Sergio Moro decidiu exonerar-se imediatamente do cargo de juiz federal. Formalizou o pedido nesta sexta-feira, fixando a próxima segunda (19) como data do desligamento formal. Trata-se de uma meia-volta, pois Moro anunciara que desfrutaria de férias acumuladas até o final do ano, quando deixaria a magistratura para assumir, em 1º de janeiro, o posto de ministro da Justiça.
O recuo ocorre nas pegadas de uma acusação feita pelo PT. Ao notar que Lula está prestes a sofrer novas condenações em Curitiba, o partido acusou Moro de retardar o pedido de exoneração para manter o controle sobre o andamento dos processos. Com sua decisão, o agora ex-juiz da Lava Jato esvazia a acusação de que estaria protagonizando uma manobra contra Lula.
Na última quarta-feira, dia em que Lula foi interrogado no caso sobre o sítio de Atibaia pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT declarou: “Ao tirar férias e não se exonerar do cargo de juiz, Moro dirigiu para quem ia ficar o processo. Para a juíza substituta, sua amiga que vai fazer o que ele quiser, porque, se ele se exonerasse, como manda a lei, o processo seria distribuído tecnicamente.” Gleisi propagou a acusação também nas redes sociais.
Josias de Souza

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