Sport corta recursos para esportes olímpicos: 'precisamos que sejam autossuficientes'
Atualmente, o Sport é quem banca tudo e infelizmente, nós não temos mais condições de fazê-lo', contou Bivar (Foto: Nando Chiappetta/DP FOTO)
A política do clube para as modalidades amadoras indica que as mesmas devem buscar investimentos através de patrocínios e mensalidades de escolinhas
O Sport vive mais um triste momento em sua história devido a grande crise financeira que está sendo vivida pelo clube. Outrora referência em esportes olímpicos em Pernambuco, o clube cortou o repasse das verbas para modalidades como handebol, vôlei, basquete, tênis de mesa, natação e atletismo. Segundo a cúpula leonina, a regra agora é que as categorias amadoras sejam autossuficientes.
“Atualmente, o Sport é quem banca tudo e infelizmente, nós não temos mais condições de fazê-lo. Precisamos que as modalidades se tornem autossuficientes. O Remo, por exemplo, já é. Eles conseguem patrocínios para a disputa das competições”, contra o presidente do Sport, Milton Bivar.
A pretensão do clube é que as modalidades se sustentem com as rendas provenientes das mensalidades das escolinhas e de patrocínios que possam ser obtidos pelas equipes que disputam competições em todos os níveis. Este contingenciamento se justifica por causa do alto passivo que a atual diretoria tem nas mãos. Bivar também coloca que uma possível solução para isso é o acesso para a Série A em 2020.
“Tudo isto é temporário. Caso consigamos o nosso objetivo deste ano, que é o acesso para a Série A, as coisas mudam de figura e esse contingenciamento de recursos poderá ser revisto”.
Futebol Feminino
O caso do futebol feminino é onde os cortes de investimento se mostraram mais devastadores. Disputando a Série A1 do Campeonato Brasileiro, as leoas amargam a lanterna da competição com nove derrotas em nove jogos, além de ter o pior ataque e defesa mais vazada do certame. Tudo isso ocorreu depois que o clube deixou de financiar a categoria.
A disparidade com o suporte é tanta que, no ano passado, as jogadoras possuíam vínculo com carteira assinada, contrato e salários, pela primeira vez na história do clube. Além disso, das 20 atletas do plantel, seis eram profissionais. Hoje, a modalidade respira sob ajuda de custos e, todas as 25 jogadoras do elenco são amadoras. Sob a complicada situação, Milton Bivar aponta que o Sport não possui recursos para maiores investimentos.
“Infelizmente, não temos o que fazer. Este ano não poderemos mudar nada do que já está posto em relação ao futebol feminino”, lamentou o mandatário Rubro-negro.
Diario de Pernambuco

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