sábado, 11 de janeiro de 2020

TOFFOLI :FARRA COM O DINHEIRO DO POVO

Vinho a R$ 990 é um acinte

Quem é rico pode e deve usar a sua dinheirama como bem queira, sem prestar contas de seus atos a quem quer seja, mas não convém, nem tampouco é aceitável, um presidente da corte da suprema justiça brasileira, o STF, esbanjar sua dinheirama numa região pobre como o Nordeste, com 17 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, pagando R$ 840 por uma garrafa de vinho.
O fino e palatável português Incógnito, preferido do presidente da Corte, Dias Toffoli, chega a custar a bagatela de 700 euros, ou seja, R$ 3,5 mil na moeda corrente brasileira, se a escolha se der pela safra 2012. O ministro tem, portanto, um gosto extremamente refinado, mas a exibição de riqueza numa região fortemente abalada pelas desigualdades sociais soa como provocação.
O Nordeste tem sua elite também, é verdade, mas o grosso da sua população se mantém com renda inferior a metade do preço pago por uma garrafa do Incógnito.

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