sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

ELEIÇÕES 2020

Recife já assistiu a quatro debandadas

Quatro personagens do processo eleitoral no Recife, que lá atrás assumiram alguma posição protagonista, já são desprezíveis, cartas fora de baralho: Silvio Costa Filho, que se colocou como pré-candidato sob a bandeira do Republicanos, está de volta ao ninho socialista em apoio à postulação de João Campos. Erro primário, mas acha que está certo, com chances de lucrar, politicamente, no futuro.
Raul Henry, que só obedece a Jarbas Vasconcelos, ouvidos lacrados para qualquer observação em contrário, mesmo que possa soar como uma sinfonia de Beethoven, não consegue dar seu grito de independência. Nem mesmo os estímulos do líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, que fez de tudo para viabilizar sua candidatura, o convenceram. Vai continuar abraçado a João Campos, de quem pode ser até vice.
Pela ordem, o terceiro é André de Paula, presidente estadual do PSD. Por mais que tenham minguado seu minifúndio no primeiro e segundo escalão do Estado, insiste em não absorver a adrenalina da rebeldia, para um voo no campo de enfrentamento a estrutura de poder. Jura que não fechou ainda com João, mas até as paredes da Câmara dos Deputados estão gagá de saber que não fala a verdade.
Por fim, André Ferreira (PL), na dependência apenas da decisão do PSB de lançar ou não a candidatura da delegada Gleide Ângelo à prefeita de Jaboatão, gerida pelo seu irmão Anderson Ferreira. Se a campeã de votos para a Assembleia Legislativa não entrar no jogo, o que eliminaria qualquer possibilidade de reeleição do prefeito, André será capaz de fazer um pacto silencioso com o PSB, saindo de cena no Recife com sua pré-candidatura.
Diante da debandada desses quatro quadros até então atores importantes da sucessão de Geraldo Júlio, só restará a oposição construir a unidade em torno de Mendonça Filho (DEM), Daniel Coelho (Cidadania) ou Patrícia Domingos (Podemos). Marília Arraes, que tem 90% de chances de sair candidata pelo PT, não se inclui na oposição. Os líderes oposicionistas a julgam sublegenda do poder, pelo fato de disputar o mesmo eleitorado de João e ser da mesma família Arraes.

por Magno Martins

Nenhum comentário:

Postar um comentário