sexta-feira, 8 de maio de 2026

ROMEU ZEMA ACUSANDO LULA

Zema acusa Lula de conivência com esquema de Vorcaro

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República. (Foto: Cadu Gomes/VPR).


Enquanto o Planalto silencia sobre os bilhões desviados o mineiro cobra a fatura ética e aponta o envolvimento direto da cúpula petista


O cenário político nacional foi sacudido nesta quinta-feira (7) por declarações contundentes de Romeu Zema. 

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República subiu o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando o “silêncio ensurdecedor” do Palácio do Planalto diante dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A operação, que investiga um sofisticado esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro, atingiu nesta semana novas camadas da classe política e do alto escalão bancário. 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zema criticou a postura omissa do governo federal e sugeriu que o receio de retaliações internas imobiliza o atual mandatário.

Tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, não tenho rabo preso. E o que o Brasil precisa são de líderes que não têm o rabo preso, porque o presidente tá lá caladinho também, com certeza, porque tem muita gente do PT envolvida“, afirmou o político mineiro.

A investigação da Polícia Federal, que já resultou no bloqueio de valores que alcançam a cifra de R$22 bilhões, apura irregularidades na gestão de instituições financeiras e o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. 

A quarta fase da operação, deflagrada recentemente, focou na corrupção de gestores e na obstrução de justiça, com buscas e apreensões que miraram figuras influentes em Brasília.

Entre os pontos de maior tensão, as investigações apontam para suspeitas de propina envolvendo a aquisição de instituições financeiras e transações com “expressivo deságio”, beneficiando nomes do espectro político que compõem a base ou a órbita de influência do atual governo.

Zema aproveitou o momento para contrastar o atual governo com sua trajetória em Minas Gerais.

Segundo ele, o país carece de um “capital moral” que permita reformas profundas no Legislativo e no Judiciário sem as amarras da “compra de votos” ou do loteamento de cargos. 

Para o pré-candidato, o silêncio de Lula sobre os escândalos recentes reforça a percepção de uma gestão acuada por antigos vícios de coalizão.

A fala de Zema ecoa em um momento de fragilidade para o Planalto nas pesquisas de opinião. 

Dados recentes indicam um aumento na desaprovação do presidente Lula, especialmente em grandes centros como São Paulo, onde sua rejeição já supera a marca dos 54%.

As críticas do mineiro não se restringiram ao Executivo, recentemente, Zema também tem sido uma voz ativa contra o que classifica como “abusos do Judiciário”, chegando a comparar a estrutura de Brasília à época da coroa portuguesa e defendendo a necessidade de independência real do Senado para pautar processos de impeachment de ministros.

Pedro Taquari

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