Torcedor invade coletiva e cobra novo técnico do Santa Cruz: 'Tem que saber a história'
Invasão e constrangimento: Torcedor dá aula de história em coletiva do Santa Cruz
A primeira entrevista coletiva de Cristian de Souza como técnico do Santa Cruz, realizada nesta quinta-feira (07), teve um desfecho inesperado e constrangedor. Um torcedor, que se identificou como conselheiro do clube, interrompeu o treinador para fazer um discurso exaltando a história do Tricolor do Arruda.
O homem, que se identificou como conselheiro, ex-atleta e campeão de futsal pelo Tricolor, interrompeu a fala final do treinador. Durante pouco mais de um minuto, discursou sobre a importância das divisões de base e exigiu que a nova comissão técnica chegasse ao Recife ciente do peso da camisa que está vestindo.
“Queria saber seu posicionamento com relação à história do clube. Já lhe passaram sobre a história do clube? O Santa Cruz esteve na primeira divisão. O Santa Cruz é o maior elenco de todos os tempos, o maior invicto da história do futebol brasileiro. É isso que você precisa chegar aqui e saber”, enfatizou.
"Em 1978, o Santa Cruz foi o maior invicto da história do futebol brasileiro. Nem o Flamengo de 2019 foi igual ao Santa Cruz. Você precisa chegar aqui sabendo o que é isso, é um anseio da torcida. Muito obrigado. E assim, gente, estou com vocês e não abro. Mas eu vim aqui representar a base do Santa Cruz. Tá bom? Olhem para isso", concluiu.
O ponto central do discurso foi a exaltação da equipe de 1978. Naquele ano, sob o comando de Evaristo de Macedo, o Santa Cruz estabeleceu uma invencibilidade histórica de 35 partidas oficiais (entre Pernambucano e Brasileiro), acumulando 27 vitórias e 8 empates.
Clima de tensão no Arruda
A invasão gerou um visível mal-estar. Cristian de Souza e o executivo de futebol, Alex Brasil, optaram pelo silêncio e não rebateram as declarações. O episódio ocorre em um momento delicado para o clube, que em em campo soma apenas quatro pontos em cinco jogos. E fora das quatro linhas se vê o processo de SAF travado.
Paulo Mota

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